MPF/GO: operação desarticula organização criminosa que fraudava loterias da Caixa
Sob a supervisão do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) e com a colaboração do Setor de Segurança da Caixa Econômica Federal (Caixa), a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 10 de setembro, operação destinada a desarticular uma organização criminosa especializada em diversos tipos de fraudes. 250 policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de condução coercitiva e 18 de buscas e apreensões, expedidos pelo juiz federal Leão Aparecido Alves, da 11ª Vara Federal de Goiânia. Os mandados foram cumpridos nos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, Bahia, Sergipe e no Distrito Federal.
Requeridos pelo MPF, os mandados têm a finalidade de desarticular a organização criminosa, (investigada há dez meses), apreender provas e bloquear bens. O grupo é formado por hackers, empresários, advogados, empregados do setor de loterias, gerentes da Caixa e até por um ex-jogador de futebol da seleção brasileira.
De acordo com o procurador da República Helio Telho, que atua no caso, as investigações mostraram que a organização criminosa, que se encontra em plena atividade, é uma autêntica “usina de golpes”. “O tempo dos seus integrantes é quase todo despendido planejando e executando novas modalidades de fraudes, voltadas à obtenção de elevados ganhos ilícitos. Aliás, o pendor para o ganho ilícito fácil por parte dos investigados, pode-se dizer, tornou-se um autêntico vício. Eles criaram uma linha de montagem de fraudes bastante diversificada e a estão mantendo a pleno vapor, com o fim de enriquecerem criminosamente.
Telho explica, ainda, que o “cardápio de fraudes” da organização criminosa é o mais variado possível, indo desde fraudes no setor de loterias da Caixa com envolvimento de gerentes do banco, passando por fraudes financeiras com o uso de páginas falsas na internet e programas maliciosos, fraudes em financiamentos bancários (inclusive com o BNDES), fraudes com uso de máquinas de pagamento com cartão de crédito, movimentação milionária de recursos no exterior, cuja origem é desconhecida, corrupção de servidores da Receita Federal e liberação fraudulenta de gravames no sistema do Detran.
Próximos passos - As investigações prosseguem com os depoimentos dos suspeitos e de testemunhas, análise e perícia nos dados e documentos apreendidos e cruzamento de informações, com vistas a obter provas materiais do maior número possível de fraudes praticadas. Concluída esta etapa, a PF encaminhará as provas obtidas ao MPF, que formalizará as acusações contra os suspeitos para que respondam e sejam punidos nas ações penais e nas ações por improbidade administrativa ajuizadas.
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