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PRE/RJ articula combate a crimes contra candidatos

Autoridades de segurança vão criar estratégias conjuntas de ação
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) convocou uma reunião, na próxima semana, com autoridades da Secretaria de Segurança Pública e Polícias Militar, Civil e Federal (Delegacia contra Crimes Institucionais) para traçar estratégias conjuntas para a prevenção e repressão de crimes contra candidatos nestas eleições no estado, bem como para a garantia do voto livre do eleitor. Essa nova coordenação de esforços por eleições seguras sucede duas iniciativas anteriores: o pedido para as Forças Armadas continuarem no Rio até o fim das eleições – realizado pela PRE/RJ, com adesão posterior do TRE e TSE – e a abertura de inquérito na PF para investigar uma série de homicídios de pré-candidatos na Baixada Fluminense (v. mais abaixo).

O procurador regional eleitoral Sidney Madruga crê que a reunião, a ser agendada para os próximos dias, levará a uma troca de informações não só quanto às situações já detectadas para a eleição municipal de outubro, mas também destinada a um balanço quanto aos atos praticados por grupos criminosos nos períodos eleitorais de 2012 e 2014. Nos últimos dias, denúncias de abusos contra políticos em campanha chegaram à PRE/RJ e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e uma das prioridades do procurador é garantir a lisura e a segurança nas eleições.

“Não basta as eleições serem limpas, elas precisam ser seguras. O Ministério Público Eleitoral quer garantir o acesso do eleitor às urnas e dos candidatos às comunidades”, afirma Sidney Madruga. “Pedimos a presença das forças federais com o objetivo exclusivo de garantir o equilíbrio, a paz e a segurança de todos nas eleições, e não para cumprir o papel de outras instituições nesse momento.”

Baixada Fluminense – A partir de requerimento da PRE/RJ, a Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu abriu inquérito para apurar recentes execuções de mais de uma dezena de pré-candidatos e candidatos a cargos eletivos. A motivação política na série de homicídios foi suscitada pela Polícia Civil, o que desencadeou o pedido de investigação na PF, responsável por apurar crimes eleitorais e conexos com ilícitos eleitorais.
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