Em reunião com MPF, Ministério da Justiça confirma prorrogação de Força Nacional em MS
O Ministério da Justiça e Cidadania prorrogou por mais 30 dias a atuação da Força Nacional de Segurança no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Celso Perioli, ao subprocurador-geral da República Antônio Carlos Bigonha, membro da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, nesta quarta-feira, 27 de julho. Os policias estão no local desde 16 de junho, para evitar confrontos entre indígenas e agricultores, que resultaram na morte de um indígena um dia antes da chegada da Força Nacional à região.
“Ficamos muito aflitos com a possibilidade da saída da Força Nacional da região de Caarapó por causa das Olimpíadas. Ainda há um forte clima de tensão no local”, frisou o Bigonha. As ações da Força Nacional têm como foco o policiamento ostensivo, para evitar novos confrontos. O Ministério Público Federal também acompanha a situação e trabalha na interlocução com os indígenas. “Entendemos que a Força dá equilíbrio, já que os grupos antagônicos nem sempre confiam na polícia local. A FN é exatamente para questões como essa”, confirmou Perioli.
Apyterewa - Também está garantida a permanência da Força Nacional de Segurança Pública no processo de desintrusão da Terra Indígena Apyterewa, no município de São Félix do Xingu, no Pará, até o dia 22 de agosto. O trabalho de desocupação ocorre em cumprimento à determinação judicial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Criada em 2004, a Força Nacional atende necessidades emergenciais dos estados, em questões em que é detectada a necessidade urgente de reforço na área de segurança. Ela é formada por policiais militares e civis, bombeiros militares e profissionais de perícia oriundos de diversos estados do país.
Saúde indígena no MS – Nessa quarta-feira, o MPF também recebeu lideranças indígenas Guarani-Kaiowá, Terena e Nhanderú, do Mato Grosso do Sul. Eles pedem a volta de Lindomar Terena à coordenação do Distrito de Saúde Especial Indígena de Campo Grande. As lideranças afirmam que o novo coordenador, Edson Canale, foi nomeado para o cargo sem consulta às instâncias de decisão dos povos. “Lindomar Terena passou pelas assembleias dos povos e seu nome foi confirmado após dias de debates”, destaca a líder Leila Ava Katú.
Na última segunda-feira, as lideranças ocuparam o Ministério da Saúde, reivindicando a revogação da portaria que exonerou Lindomar. O cacique Getúlio Juca ressaltou que as lideranças também protestam contra a proposta de municipalização da saúde indígena.

