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Lava Jato em SP: Prisão pedida pelo MPF contra ex-diretores da Dersa é cumprida pela Polícia Federal

Paulo Vieira de Souza e José Geraldo Casas Vilela são acusados por uma corré de ameaças veladas, uma delas com violência física

A pedido da Força-Tarefa da Operação Lava Jato de São Paulo, a 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinou a prisão preventiva do ex-diretor de engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza e do ex-chefe do departamento de assentamento da Dersa, José Geraldo Casa Vilela, para a  conveniência da instrução do processo, conforme os artigos 282 e 312 do Código de Processo Penal. Foi autorizada também busca e apreensão nas residências de ambos.

O ex-diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (06/04). José Geraldo não se encontrava nos endereços em que estavam previstas as diligências. Ao tomar conhecimento da decisão, decidiu apresentar-se à PF, o que ocorreu pouco antes de meio-dia.

No último dia 22 de março, a FT Lava Jato em SP ofereceu denúncia contra Paulo, José Geraldo e outras três pessoas por terem desviado recursos, em espécie e em imóveis, entre os anos de 2009 e 2011, no total de R$ 7,7 milhões (valores da época) destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas pela DERSA para a realização das obras do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo.
 
O MPF requereu a prisão preventiva de ambos em uma petição apresentada no mesmo dia da denúncia, mas feita separadamente por envolver a segurança de uma das rés do processo e que tem colaborado com as investigações desde o início, no MP Estadual. Segundo depoimento ao MPF, essa investigada recebeu três ameaças, uma delas com violência física, todas realizadas por pessoas que ela não conhece, nos anos de 2015 e 2016. Em 2017, ao MPF, a corré afirmou ter medo de Paulo e Geraldo e que mudou de casa várias vezes desde que decidiu colaborar com o MP. Ela atribui aos dois acusados presos hoje as intimidações, em virtude do teor de seu testemunho.

A denúncia oferecida pelo MPF foi aceita pela juíza federal Maria Isabel do Prado, a mesma que determinou a prisão. Paulo e Geraldo e uma das corrés colaboradoras respondem a três acusações de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

Se houver a condenação, e aplicada a pena conforme solicitado pelo MPF, as punições de Paulo e Geraldo poderão variar de 15 a 81 anos de prisão, mais o agravante do crime continuado. Já as corrés poderão ter a pena reduzida em até 2/3 caso continuem colaborando com a Justiça Federal. Também é ré no processo uma filha de Paulo, Tatiana Cremonini, que teria participado apenas de um dos três fatos criminosos narrados na denúncia. Veja a íntegra

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