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PGR inaugura sala em homenagem ao ministro Teori Zavascki

Procuradores do Grupo de Trabalho da Lava Jato na PGR atuam no local

A Procuradoria-Geral da República prestou homenagem ao ministro Teori Zavascki, nesta terça-feira, 14 de março, com a inauguração de um espaço em seu nome. Trata-se da sala onde atuam os procuradores do Grupo de Trabalho da Lava Jato na PGR. A solenidade foi conduzida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e contou com a participação do ministro Edson Fachin - atual relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), sua equipe e os assessores que trabalhavam com Teori Zavascki, falecido em 19 de janeiro deste ano.

Segundo o procurador-geral, a ideia ao nomear a sala foi demonstrar o que o Ministério Público enxerga do grande jurista que foi Teori Zavascki. No início de seu mandato, era a sala de reuniões do procurador-geral da República e depois passou a abrigar o grupo de trabalho da Lava Jato, caso do qual o ministro era relator no STF. Para Janot, as investigações foram desenvolvidas com o apoio de Teori Zavascki, que autorizou o Ministério Público a encaminhar as investigações de forma firme e, quando necessário, de forma autônoma.

"Há 3 anos, ninguém sonhava o que seria essa investigação, ninguém sonhava a dimensão que seria mexer nas estruturas econômicas e políticas desse país, nem nós do Ministério Público, nem da magistratura, e fomos chamados a esse desafio. Durante esse período, delimitamos muito bem o que é atuação de Ministério Público e de magistratura, sem que misturássemos essa linha que deve existir bem definida para garantir direito de defesa e os direitos fundamentais", disse.

O procurador-geral da República acrescentou que a homenagem é estendida ao ministro Edson Fachin, que sucedeu o ministro na relatoria dos processos da Lava Jato. Segundo Janot, Fachin já mostrou para o que veio como magistrado imparcial que é, e tem cumprido seu papel de maneira mais que exemplar. "A gente espera que esse trabalho continue", afirmou.

Edson Fachin explicou que compareceu à homenagem como um genuíno admirador do ser humano que era Teori Zavascki. "Tenho dito que o legado e a memória do ministro Teori devem servir de uma permanente inspiração a todos nós que o conhecemos e é importante que as gerações que nos sucederão também o conheçam. Não apenas para enaltecer o nome do ministro Teori, mas para enaltecer o seu exemplo", declarou.

Fachin também enalteceu a atitude do Ministério Público ao homenagear Teori Zavascki. "O Ministério Público, não há dúvida, está cumprindo a sua função. O Poder Judiciário e o Supremo Tribunal Federal também estão cumprindo a função que lhes tocam, com as vicissitudes do mundo em que nós vivemos. Esse o sentido que nos abriga em diferentes instituições, com diferentes missões, mas certamente comungando uma mesma jornada", declarou.

Além do nome, a Sala Ministro Teori Zavascki tem uma foto do ministro, enviada pelo STF, com uma frase de sua autoria: "Poderes, prerrogativas e competências são lemes a serviço do destino coletivo da nação. São foros que convidam os consensos à razão, e não cavidades afáveis aos desaforos. O seu manejo - mesmo na escuridão da mais desoladora das tormentas - jamais poderá entregar-se a empatias com o ilícito." Segundo o GT Lava Jato, "concluir nossa jornada é honrar a memória e o legado desse grande brasileiro".

Também participaram da solenidade o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio, a ouvidora-geral do MPF, Julieta Albuquerque, e os procuradores da República que compõem o GT.

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