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Ação conjunta do MPF/PR e PF resulta em prisões de policiais rodoviários federais em Ponta Grossa

Servidores federais extorquiram dinheiro de caminhoneiro para evitar aplicação de multas e apreensão do veículo

Ação conjunta entre Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) e Polícia Federal (PF) resultou na prisão em flagrante de dois policiais rodoviários federais que cometeram crime de concussão ao exigirem o pagamento de propina para não aplicarem multa e nem realizarem a apreensão do veículo de um caminhoneiro durante fiscalização realizada em no posto de combustível da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Imbaú, na BR-376, região dos Campos Gerais (PR).

 A prisão ocorreu na noite do último dia 22, momentos após o pagamento de propina e liberação do caminhoneiro. A ação foi deflagrada depois que várias denúncias chegarem aos órgãos competentes envolvendo possíveis irregularidades funcionais no posto da PRF em Imbaú.

Os policiais rodoviários interpelaram o caminhoneiro no posto da PRF para verificar supostas infrações. No local, conforme confirmou o motorista em depoimento posterior, ele foi forçado a entregar o valor que possuía no momento (um cheque de R$ 250 do Banco Sicredi e uma cédula de R$ 50).

Na mesma noite a PF se dirigiu ao local para cumprir as prisões após a confirmação das denúncias, inclusive por meio de monitoramento por câmeras de vídeo. Durante o cumprimento das prisões também foram encontrados nos objetos pessoais dos policiais rodoviários (bolsas, mochilas e veículos), grande quantia em dinheiro (mais de R$ 2 mil em espécie) e também um cheque no valor de R$ 250,00 do Banco Sicredi, que teria sido entregue pela última vítima.

Os policiais rodoviários foram conduzidos, a princípio, para a Delegacia da PF de Ponta Grossa e, posteriormente, encaminhados para o Presídio Hildebrando de Souza. Em audiência de custódia realizada na 1.ª Vara Federal de Telêmaco Borba, as prisões em flagrante foram convertidas em prisões preventivas.

``Entendo que os elementos de prova colhidos até o presente momento recomendam a decretação da prisão preventiva como forma de evitar que os flagrados, caso soltos e no exercício das funções, permaneçam agindo de modo reprovável, maculando a imagem do órgão público que integram´´, ressaltou a juíza em seu despacho.

A Procuradoria da República em Ponta Grossa acompanha a conclusão das investigações e o encerramento do inquérito decorrente do flagrante.

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