Operação Mortalha combate contrabando de cigarros no interior de SP
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal em Bauru (SP) realizaram, na manhã de hoje, a Operação Mortalha de combate a uma organização criminosa que contrabandeava cigarros de origem estrangeira. A operação foi deflagrada após cinco meses de investigações.
A investigação constatou a atuação de uma organização criminosa composta por aproximadamente 20 indivíduos, cada qual responsável por diversas atribuições no grupo, que se dividia entre as tarefas de fornecimento, aquisição, transporte, guarda e de distribuição dos cigarros contrabandeados, que eram vendidos nas regiões de Bauru e Lins, principalmente.
Os trabalhos de investigação também possibilitaram a prisão em flagrante delito de alguns dos investigados - 16 pessoas foram presas em flagrante ao longo das investigações , bem como foi apreendida grande quantidade de cigarros estrangeiros. Somadas, as apreensões totalizaram aproximadamente 700 mil maços, além de 15 veículos, entre caminhões e carros, além de rádios comunicadores não outorgados pela Anatel.
Nesta data, a Delegacia de Polícia Federal em Bauru, com o apoio de outras quatro unidades da PF, efetua o cumprimento de 15 mandados de prisão preventiva, oito de condução coercitiva e 23 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Federal em Bauru. Quatro mandados de prisão não foram cumpridos, três em Bauru e um no Paraná.
Cerca de 100 Policiais Federais participam desta fase de execução da operação. Estão sendo realizadas diligências nas cidades de Bauru, Arealva, Ourinhos, Promissão e Lins, em SP, e Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, no PR. Os investigados presos e conduzidos coercitivamente estão sendo levados para a Delegacia da Polícia Federal em Bauru para prestarem esclarecimentos.
Os envolvidos poderão ser processados futuramente pelos crimes previstos nos artigos 1º e 2º, da Lei 12.850/2013 (organização criminosa) e 334-A (contrabando), do Código Penal Brasileiro, cujas penas, respectivamente, são de 3 a 8 anos e de 2 a 5 anos de reclusão. O inquérito tramita perante à 1ª Vara Federal de Bauru.
Houve uma entrevista coletiva na Delegacia de Polícia Federal de Bauru, pela manhã. À tarde, foi realizada audiência de custódia na Justiça Federal e uma investigada presa em flagrante na etapa anterior da operação foi liberada pela juíza, sob fiança.

