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MPF/GO discute suspensão do vestibular de medicina da PUC/GO

Em reunião com representantes da universidade e da Polícia Federal, o MPF/GO recomendou medidas que evitem prejuízos a estudantes

O Ministério Público Federal em Goiás reuniu-se nessa segunda, 13 de junho, com representantes da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO) e com o delegado da Polícia Federal (PF) James Gomes Soliz para discutir a suspensão do vestibular para ingresso, em 2016/2, no curso de medicina daquela instituição de ensino superior (IES).

A universidade optou por suspender o certame até a conclusão de investigações internas iniciadas a partir de suspeita de fraude ocorrida no vestibular de novembro do ano passado, que resultou na prisão, pela PF, de dois estudantes de medicina da PUC/GO. Os alunos são investigados por repassar informações da prova a pretensos candidatos.

Na reunião, a procuradora da República Mariane Guimarães esclareceu sobre as preocupações do MPF/GO quanto a eventuais prejuízos que poderiam sofrer os candidatos em razão da suspensão do vestibular e das consequências que acarretariam aos alunos já ingressos na IES. Os representantes da PUC/GO comprometeram-se a solicitar, em juízo, o compartilhamento de informações já obtidas pela PF a fim de concluir suas investigações internas.

O MPF/GO recomendou, ainda, que na impossibilidade de realizar novo vestibular sejam utilizadas as notas do ENEM para o preenchimento das vagas, a fim de não prejudicar os estudantes, e que, no prazo de 10 dias, a PUC/GO informe se, diante das informações obtidas com a PF, pretende ou não reconsiderar a decisão de suspender o vestibular ou utilizar as notas do ENEM.

Para mais informações, leia a íntegra da Ata da reunião.

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