MPF/PE: acusados de assassinar promotor de Itaíba vão a júri popular
Quatro denunciados pelo Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) como participantes do assassinato do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, que atuava na Comarca do município de Itaíba, no agreste do estado, serão julgados na próxima segunda-feira (24), pelo Tribunal do Júri Federal. Além do homicídio, José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva são acusados de tentar matar a noiva do promotor, Mysheva Martins, e o tio dela, Adautivo Martins.
O julgamento terá início às 9h, na sede da Justiça Federal no Recife, localizada na avenida Recife, nº 6.250, no bairro de Jiquiá. Irão participar os procuradores da República Alfredo Falcão Júnior, Luiz Vicente Queiroz, Bruno Costa Magalhães e Ubiratan Cazetta. O júri será presidido pela juíza federal Amanda Torres de Lucena Diniz Araújo.
O MPF denunciou também Antônio Cavalcante Filho por envolvimento no crime. Como o acusado está foragido, houve desmembramento de seu processo para não atrapalhar o andamento do caso.
Crime – O promotor de Justiça foi assassinado em 14 de outubro de 2013, na Rodovia PE-300, quando seguia de carro, por volta das 9h, de Águas Belas para Itaíba. Segundo as apurações, José Maria Pedro Rosendo Barbosa foi o mandante do crime e José Maria Domingos Cavalcante, Adeildo dos Santos e José Marisvaldo da Silva foram os executores.
De acordo com o MPF, o crime teria sido ocasionado por desavenças oriundas da disputa pela sede da propriedade denominada Fazenda Nova, que foi adquirida pela noiva do promotor de Justiça em leilão judicial promovido pela Justiça do Trabalho de Garanhuns. Com isso, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa perdeu a posse da terra e teve de sair do imóvel.
Laudos periciais constataram que quatro tiros atingiram o promotor de Justiça no pescoço e na cabeça. Também foram efetuados disparos na direção de Mysheva Martins e Adautivo Martins, que só escaparam devido à saída rápida do veículo após o primeiro tiro.
Federalização – A responsabilidade pela investigação do caso do homicídio do promotor de Justiça passou da Polícia Civil para a Polícia Federal em 13 de agosto de 2014, após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido de federalização foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Processo nº 0008719-33.2014.4.05.8300 – 36ª Vara Federal em Pernambuco
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