MPF/DF denuncia Fundação responsável por obras na comunidade quilombola Kalunga
Inicialmente, o valor do convênio foi fixado em cerca R$ 2,8 milhões. No entanto, segundo o MPF, seis aditivos firmados entre 2006 e 2007 elevaram o custo do projeto para mais de R$14 milhões. Desse total, mais de R$ 200 mil foram gastos sem licitação, conforme constatação de pericias técnicas do Tribunal de Contas da União (TCU). Além de adquirir materiais de construção, a Fubra contratou empresas de engenharia, sem licitar os gastos.
O MPF também verificou que a Fubra utilizou parte da verba destinada ao projeto para cobrir gastos que não constavam do objeto do convênio. A partir da análise das despesas, o TCU confirmou que mais de R$ 160 mil foram usados na compra de materiais que nada têm a ver com a construção de banheiros. A lista de gastos irregulares inclui: locação de veículos 4 x 4, pagamentos a empresas de transporte e turismo, pousadas, hotéis, escritório de advocacia, telefonia, táxi, casa de autopeças, artigos para pescaria, bar e restaurantes.
Em relação às irregularidades na contratação das empresas, a investigação concluiu que os pagamentos aos envolvidas no projeto ocorreu de forma integral, mesmo sem a entrega de qualquer contraprestação. Apesar do recurso repassado antecipadamente, segundo o MPF, as empresas não conseguiram construir a totalidade dos banheiros contratados, configurando a inadimplência e o pagamento excessivo pela Fubra.
O MPF pede que a Justiça Federal anule o convênio e condene a Fubra e os demais envolvidos ao ressarcimento integral aos cofres públicos. Caso o juiz não acate esse pedido, o Ministério Público requer a devolução dos valores superfaturados pagos pelo Poder Público. Em relação à condenação dos réus por improbidade administrativa, o MPF destaca que não será possível responsabilizá-los, uma vez já ocorreu a prescrição.
Confira a lista das pessoas e das empresas acusadas
- Fundação Universitária Brasília (Fub);
- Aiporê Rodrigues de Moraes, presidente da Fubra e Diretor e Coordenador do Projeto do Convênio 1351/04, à época dos fatos;
- Marcos da Silva Nery, presidente da comissão Permanente de Licitações da Fubra, à época dos fatos;
- Marco César Fonseca Marques, Coordenador do Projeto Fubra/ Kalunga, à épóca dos fatos;
- Clodoaldo Rodrigues da Costa Júnior, diretor presidente e diretor adminsitrativo e financeiro da Fubra à época dos fatos;
- Edeijavá Rodrigues Lira, diretor presidente da Fubra à época dos fatos;
- MF Construções e Reformas Ltda.;
- Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria, Ltda.;
- Abrange Serviços e Transportes Ltda.;
- Símbolo Construções e Instalações Ltda.;
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