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Lava Jato: TRF2 mantém prisão de ex-superintendente da Eletronuclear

Réu é acusado de obstruir investigações, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Seguindo parecer do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve, por maioria dos votos, a prisão preventiva do ex-superintendente de construção da Eletronuclear José Eduardo Brayner Costa Mattos. Ele foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação e formação de quadrilha.

Segundo a denúncia referente à Operação Prypiat, quando ainda fazia parte do quadro da estatal, Costa Mattos teria recebido propina da Andrade Gutierrez, por meio de contratos fictícios com a empresa VW Refrigeração para ocultar a origem ilícita dos valores. Dados da Operação Radioatividade (16ª fase da Lava Jato) também revelam que o acusado teria embaraçado investigações internas feitas por comissão independente instituída pela Eletronuclear, o que levou ao seu afastamento do cargo.

No parecer acatado pelo TRF2, a Procuradoria Regional da República da 2ª Região manifestou-se contra o Habeas Corpus pedido pela defesa de Costa Mattos alegando que há fortes evidências de que o réu apagou informações contidas em computadores funcionais e que, mesmo afastado da empresa, continuou mantendo contato com funcionários tentando influir em suas atividades. Por fim, afirma que a apresentação de dados bancários apenas em fase posterior do processo apenas reforça a suspeita de ocultação de bens.

“Devido as tentativas do acusado de embaraçar as investigações e, a exemplo dos demais ex-diretores da empresa Eletronuclear, a prisão preventiva do acusado se mantém necessária para assegurar a ordem pública e à aplicação da lei penal”, defende a procuradora regional da República Neide Cardoso.
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