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MPF procura solução para colombianos acampados no Aeroporto Internacional de São Paulo

Cerca de 180 pessoas desejam voltar para a Colômbia, mas não conseguem

Em um esforço para solucionar um caso de grave vulnerabilidade humanitária, o Ministério Público Federal (MPF) convocou uma reunião virtual de emergência para discutir a situação de aproximadamente 180 cidadãos colombianos que se alojaram nos terminais do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP). Foram convocados representantes do consulado e da embaixada da Colômbia, do Ministério das Relações Exteriores, da concessionária GRU Airport, da delegacia especializada da Polícia Federal no aeroporto e da Prefeitura de Guarulhos. A reunião está marcada para quarta-feira (27), às 14h.

O próprio MPF abriu procedimento para acompanhar a situação desse grupo de pessoas que não consegue voltar para seu país de origem. São imigrantes que, devido à pandemia, perderam suas fontes de renda ou estão preocupados com o avanço da covid-19 no Brasil, além de turistas cujos voos foram cancelados. Vindos de diversas partes do país, eles se reuniram no aeroporto porque é de lá que saem os aviões para Bogotá, a capital colombiana. Segundo relatos, vários já tentaram outras opções, como ônibus, sem sucesso.

Ainda de acordo com os colombianos que estão no aeroporto, as autoridades da Colômbia no Brasil estão cobrando mais de US$ 400 por pessoa para providenciar um voo fretado e pagar as despesas com acomodação e alimentação do grupo em Bogotá durante a quarentena de 14 dias, obrigatória para qualquer um que entre no país durante a pandemia. Incapazes de pagar esse valor, as pessoas permanecem vivendo nos terminais em condições precárias que impossibilitam o isolamento social. Para evitar contágio pelo novo coronavírus, os acampados contam com máscaras e álcool gel, muitas vezes fornecidos pela concessionária, e medem regularmente a temperatura em termômetros disponibilizados no aeroporto para todos os viajantes.

“O MPF buscará, nessa reunião emergencial, uma solução que garanta os direitos humanos dos colombianos acampados no Aeroporto Internacional de Guarulhos”, afirma o procurador da República Guilherme Rocha Göpfert. “Estamos confiantes que chegaremos a um bom termo para essa crise humanitária em meio a pandemia da covid-19”.

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