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MPF/RJ cobra análise completa da qualidade da água do Rio Paraíba do Sul

Análise rotineira é limitada à poluição doméstica

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) expediu recomendação à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) no Ministério da Saúde, assim como à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para que realizem uma análise mais profunda da qualidade de água do rio Paraíba do Sul destinada ao abastecimento público. Atualmente, o diagnóstico rotineiro é considerado incompleto, pois é feito sem o exame do Índice de Substâncias Tóxicas Organolépticas (Isto), que trata da poluição química da água.

Esse exame contém diversas variáveis, como o teste de Genotoxicidade e o Teste de Ames - empregado para avaliar a atividade mutagênica de compostos químicos. O Isto, juntamente com o Índice de Qualidade das Águas (IQA), forma a taxa de qualidade de água bruta para abastecimento público. Mas a análise realizada pelo Inea, apontando apenas o IQA, abarca somente a poluição doméstica, não conferindo qualidade completa da potabilidade da água.

O rio Paraíba do Sul é o mais importante do estado, abastecendo cerca de 80% da água potável do Rio de Janeiro, e o fornecimento de água potável é pressuposto para a garantia da saúde pública. Portanto a recomendação estipula o prazo de 120 dias para que seja realizada a análise do componente Isto nas águas, apresentando relatório com os resultados; e o prazo de 30 dias para que se manifestem quanto ao acatamento dos termos, e apresentem um cronograma.

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