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PRE/ES: prefeito de Irupi vira réu em processo por compra de votos e associação criminosa

Denúncia foi recebida por unanimidade pelo plenário do TRE/ES; além do prefeito também foram denunciados o secretário de Agricultura do município e um vereador

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES) recebeu, nesta quarta-feira (7), por unanimidade, a denúncia da Procuradoria Regional Eleitoral no Espírito Santo (PRE/ES) contra o prefeito reeleito de Irupi, Carlos Henrique Emerick Storck, pelo crimes de compra de votos em seis ocasiões, durante as eleições de 2016, e por associação criminosa.

O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente do município, Herivelto Rodrigues de Carvalho; e o vereador Fábio Barros Medeiros Junior, o Júnior do Salão, também foram denunciados por compra de votos em quatro oportunidades e associação criminosa.

Também foram denunciados pelos mesmos crimes o lavrador Ademar Ferreira Dias e o empresário Paulo Henes de Freitas, o Paulinho Pamonha.

A compra de votos foi realizada em diferentes oportunidades, mas sempre se baseava no oferecimento de serviços particulares que eram realizados com maquinário da prefeitura ou do empresário Paulo Henes, como caminhão, retroescavadeira e pá carregadeira. Os moradores beneficiados chegaram a receber recibos falsos para o caso de necessitarem confirmar o pagamento do serviço. A negociação com os eleitores deixava claro que o benefício era oferecido somente com o objetivo de obter votos para o prefeito.

Associação criminosa - Durante o período de campanha das eleições municipais de 2016, quando o prefeito foi reeleito, Carlos Henrique se associou aos demais denunciados com a finalidade específica de praticar os crimes de corrupção eleitoral. Ele foi o mentor e principal beneficiário do esquema.

Fábio, vereador em campanha para a reeleição, acompanhou o prefeito em visita a eleitores auxiliando na compra de votos. Herivelto, secretário de Agricultura, agiu para ocultar a prática desse mesmo crime entregando recibos falsos dos serviços realizados.

Já Ademar, oferecia e agendava serviços com máquinas para produtores rurais de Irupi com o fim de obter votos para o prefeito. Esses serviços eram realizados com as máquinas de Paulo, que também recebia a metade do valor diretamente dos beneficiados, ficando de receber a outra metade do prefeito Carlos Henrique. Ele também contatava os produtores rurais para oferecer os trabalhos com suas máquinas em troca do voto.

Além da denúncia, a procuradoria pediu a abertura de inquérito policial para apurar o cometimento de outros crimes durante o processo eleitoral que está em tramitação na Polícia Federal.

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