Dia Internacional da Mulher: MPF promove em Belém (PA) palestra sobre o protagonismo das mulheres na luta contra a escravidão indígena na Amazônia
O Ministério Público Federal (MPF) vai promover em Belém (PA), na próxima segunda-feira (9), a palestra “Mulheres indígenas nos tribunais: demandas por liberdade na Amazônia portuguesa, 1706-1759”, a ser ministrada pela pesquisadora Luma Ribeiro Prado.
A palestra será promovida em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). O objetivo é proporcionar a divulgação de conhecimentos tão importantes para o país e, em especial, para a Amazônia.
O evento será realizado a partir das 15 horas, no auditório do Centro de Apoio (CAP) da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) na capital paraense.
O CAP da ESMPU fica localizado no 2º andar do edifício Evolution (travessa Dom Romualdo de Seixas, nº 1476, entre as ruas Domingos Marreiros e Antônio Barreto, no bairro do Umarizal).
Inscrições para participação no evento podem ser feitas em http://bit.ly/palestra-dia-mulheres .
Detalhes sobre o tema - A mão de obra indígena era predominante na Amazônia colonial portuguesa do século 18. Ela continuou sendo explorada ilegalmente mesmo após uma lei ter proibido, em 1755, a escravização indígena.
Para fazer frente a essa exploração, centenas de indígenas recorreram aos tribunais coloniais para reivindicar sua liberdade, com o predomínio de mulheres entre os indígenas que demandavam liberdade nos tribunais.
Sobre a palestrante - Luma Ribeiro Prado é mestra (2019) em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Bacharela (2013) e licenciada (2014) em História pela mesma instituição. Especialista em história colonial da Amazônia, pesquisa história indígena, história do trabalho, história social da justiça e do direito.
Durante a graduação, foi bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET-História) e realizou pesquisa de iniciação científica em história indígena. No mestrado, pesquisou índias e índios escravizados que acessavam os tribunais para se livrarem do cativeiro na Amazônia portuguesa ao longo do século 18.
A pesquisadora dedica-se também à produção de material didático articulado à lei 11.645/08 que prevê o ensino das temáticas indígena e afro-brasileira no ensino básico. Nesse sentido, foi bolsista do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) no projeto Temática Indígena na Escola, atuei como pesquisadora convidada no projeto Kits Didáticos e como monitora da licenciatura no Laboratório do Ensino e Material Didático do Departamento de História da USP (Lemad-DH-USP).
Desde 2013, atua como educadora em museus, instituições culturais e no espaço público, conduzindo atividades interdisciplinares.
(Com informações do Nexo Jornal e plataforma Lattes)

