MPF instaura inquérito para apurar reincidência de doenças psiquiátricas em policiais federais no Rio de Janeiro
O Ministério Público Federal (MPF) determinou a instauração de inquérito civil público para apurar a possibilidade de reincidência de doenças psiquiátricas em agentes, delegados e quadro administrativo da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. (IC Nº 1.30.005.000470/2019-57).
Para tanto, foi oficiado o Serviço de Saúde da Polícia Federal no estado, a fim de esclarecer qual o procedimento padrão adotado quando constata-se indícios de problemas psicológicos ou psiquiátricos em policiais federais, em todos os níveis de gravidade ou intensidade. Além disso, a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro foi oficiada a se manifestar sobre previsão de desenvolvimento de algum programa de prevenção a suicídios e problemas psicológicos de policiais federais, tal como implementação de uma 'Coordenação de Saúde', conforme sugerido pelos profissionais do Serviço de Saúde da PF.
O MPF também requer informações sobre o quantitativo de profissionais de áreas como Psicologia, Psiquiatria e similares que estão hoje em funcionamento na Polícia Federal, além de informar quantos aposentaram-se ou afastaram-se de suas funções públicas nos últimos dez anos, demonstrando-se pontualmente a evolução do quadro de pessoal nestas áreas, comparando-a ao dito lapso temporal.
“A saúde mental dos policiais é afetada pela precária situação funcional em que vivem, isto porque frequentemente laboram em locais distantes de familiares e círculo mais próximo de amigos, submetidos à vida nômade, intempéries do ambiente, deslocamentos constantes, impossibilidade de precisão, planejamento ou controle sobre o tempo de permanência em uma localidade ou em uma função, e a correlata não preparação para as novas funções e regiões de trabalho", esclarece o coordenador do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial, procurador da República Eduardo Benones, ao instaurar o inquérito civil público.

