Subprocuradora-geral Célia Regina Delgado é empossada na Corregedoria do MPF
"Farei uma uma Corregedoria de união e não de punição". A afirmação é da subprocuradora-geral da República Célia Regina Delgado e foi externada na tarde desta sexta-feira (8), ao tomar posse no cargo de corregedora-geral do Ministério Público Federal para o biênio 2021/2023. A solenidade contou com a participação de membros e servidores, presencial e virtualmente. José Elaeres e Luiza Frischeisen compõem a gestão como 1º e 2º suplentes, respectivamente.
No discurso, ela agradeceu aos membros do Conselho Superior do MPF e ao procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmando que foi surpreendida com a escolha ocorrida na última terça-feira (5), dia que completou 37 anos de MPF. Célia Regina substituirá a também subprocuradora-geral Elizeta Ramos que encerra o mandato no próximo domingo (10). "Não será fácil substituí-la, mas seguirei o que sempre me guiou, o espírito público, o dever de servir a sociedade", ressaltou.
A nova corregedora falou sobre a missão desempenhada nos últimos 18 meses, como coordenadora nacional finalística do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac). "A tarefa era praticamente impossível, mas necessária e tenho certeza que fizemos muito, continuamos e continuaremos a fazer, pois temos capacidade de enfrentar as maiores tragédias quando temos uma missão dada pela Constituição", afirmou.
Ao exaltar a experiência e o trabalho da nova corregedora-geral, Augusto Aras, ressaltou que, a partir de agora, ela passa a ter um lugar de voz no CSMPF nas sessões e nos trabalhos propriamente ditos de correições de todos os membros da Casa.
O PGR também destacou que o papel da corregedora-geral no sistema de freios e contrapesos da instituição exercido, muitas vezes pelo Conselho Superior. Cabe à Corregedoria o papel de fiscalização, a correição da conduta de membros do MPF. "Todos os institutos de todas as instituições políticas se fossem quadradinhos, juntos, sem um elo, um cimento, um amálgama, chamado freio e contrapesos, feito por distintos órgãos da República, não teriam condições de funcionamento adequado. A corregedora integra esse sistema contribuindo para manter todas as etapas unidas no plano disciplinar, no plano ético, e também com sua voz, posições para deliberações do CSMPF”, explicou o PGR, desejando boa gestão à nova corregedora-geral.
Agradecimento - Augusto Aras agradeceu à subprocuradora-geral da República Elizeta Ramos, que esteve à frente da Corregedoria do MPF nos últimos dois anos. "Certamente sua excelência cumpriu mais uma etapa de uma carreira de sucesso. Uma carreira que se desenvolveu integralmente no Ministério Público do Estado do Amazonas e agora também no Ministério Público Federal".
A cerimônia de posse contou com a presença do ex-procurador-geral da República, Aristides Junqueira, da secretária-geral, Eliana Torelly, do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Ubiratan Cazetta, além de outros integrantes da carreira, com destaque para subprocuradores gerais da República.
Sobre a nova corregedora-geral do MPF - Célia Regina Delgado completou, nesta semana, 37 anos como integrante do Ministério Público Federal. Desde 2004, quando foi promovida por merecimento, é subprocuradora-geral da República e passou a oficiar perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ocupou diversas funções de destaque sendo, atualmente, coordenadora nacional finalística do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (Giac), além de coordenar a Câmara de direitos sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral (CCR).
Entre outros postos ocupados no MPF, estão o de procuradora-chefe da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, no período de 1989 a 1993. Integrou o colegiado da Câmara de Combate à Corrupção (5ª CCR), foi suplente da corregedora-geral no biênio 2019/ 2021.

