Ministério Público Federal oferece duas denúncias na Operação Planum
O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul ofereceu duas denúncias no âmbito da Operação Planum. Na primeira, o MPF acusa 21 pessoas pelos crimes de organização criminosa, operação de instituição financeira sem autorização e lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia, a organização criminosa criou uma rede de empresas fantasmas utilizadas para lavar dinheiro de criminosos. O grupo captava os valores dos criminosos e entregava os recursos de forma “limpa” na outra ponta. Este serviço era realizado por meio do pagamento de despesas – lícitas e ilícitas – da aquisição de bens, assim como da remessa ilegal de valores ao exterior (evasão de divisas) e da sua internalização, mediante o sistema conhecido como dólar-cabo.
Em apenas três anos, os denunciados movimentaram mais de R$ 1,3 bilhão por meio de 80 mil transações bancárias.
A denúncia também aponta a ocultação de 27 bens adquiridos com dinheiro proveniente dos crimes de tráfico de drogas e de operar instituição financeira ilicitamente. Entre eles, imóveis, barcos, aviões, automóveis e caminhões.
A segunda organização criminosa denunciada é dedicada ao tráfico internacional de entorpecentes e à lavagem de dinheiro. O grupo transportava de avião cocaína adquirida na Bolívia e descarregava a mercadoria na região de Uruguaiana, de onde era transportada por via terrestre para posteriormente ser exportada em containers para a Europa.
Com essa atividade, o grupo adquiriu vultoso patrimônio, que era ocultado em nome de “laranjas” ou de pessoas inexistentes (nomes falsos). Foram identificados 25 bens registrados em nome de laranjas, entre imóveis, automóveis, caminhões, barcos e um avião.
No segundo caso, foram denunciadas 17 pessoas.

