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MPF em Porto Alegre reúne cerca de 50 pessoas para discutir violência de gênero

Debate nesse 8 de março marcou o Dia Internacional da Mulher

Cerca de 50 pessoas, a maioria mulheres, reuniram-se neste 8 de março na Procuradoria Regional da República da 4º Região (sede do Ministério Público Federal), em Porto Alegre, para o evento “Conversando sobre violência de gênero”. O grupo assistiu ao documentário Silêncio das inocentes e, em seguida, conversou com a coordenadora nacional do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, Rubia Abs da Cruz.


"O filme que vimos trata especificamente da violência física contra a mulher, mas sabemos que violência de gênero vai além disso. A violência psicológica, por exemplo, é muito comum. Talvez nós mesmos aqui já tenhamos sofrido. Na fala de um pai que permite o filho fazer algo, mas proíbe a filha. Ou em forma de xingamentos como 'gorda' e 'vagabunda'. Se a mulher não está dentro de um padrão de beleza ou de comportamento sexual, acaba sendo ofendida", pontuou Rubia.

Para o procurador regional da República Paulo Gilberto Cogo Leivas, o tema tem ganhado cada vez mais relevância, por isso, a ideia de um evento para ampliar a discussão em torno dele. "Este não é um dia de comemoração, de flores ou de bombons, mas um dia de luta e reflexão sobre a violência de gênero e a desigualdade entre homens e mulheres". O pensamento é semelhante ao da procuradora da República Letícia Carapeto Benrdt: "O que buscamos é a igualdade de gênero. É um dia para refletirmos, principalmente, sobre a violência contra a mulher, que segue tão presente". Ambos compuseram a mesa ao lado de Rubia.

Promovido pelo Núcleo de Apoio Operacional à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão na 4ª Região, o debate aliou-se à Parada Internacional de Mulheres, movimento mundial organizado no Dia Internacional da Mulher e que teve ramificação no Brasil e em Porto Alegre. A ação defende os direitos das mulheres, "ameaçadas com corte de gastos públicos na saúde, moradia, educação, assistência social (...), sofrendo agressões, violência machista e policial, repressão política (...) vítimas do racismo".

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