Tráfico internacional de drogas: MPF coopera com Bélgica em investigação de organização criminosa
A Procuradoria-Geral da República (PGR) brasileira, por meio da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI), colabora com a Bélgica na investigação de organização criminosa que participava de esquema internacional de tráfico de drogas. Com o apoio das autoridades brasileiras, procuradores belgas acompanharam, esta semana, a oitiva do filipino Antônio Salazar, que está preso no Presídio Estadual Metropolitano I, localizado em Belém, no Pará.
Salazar é investigado na Bélgica de ser coautor nos crimes de tráfico internacional de drogas e participação em organização criminosa. Ele teve sua prisão decretada em janeiro deste ano pelo Tribunal de Primeira Instância da Antuérpia, na Bélgica. No entanto, acabou sendo preso já em abril, na Operação Flashback, ainda antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no pedido de Extradição nº 1499, feito pelas autoridades belgas ao Brasil.
Além de intermediarem a tomada de depoimentos, os procuradores da República Geraldo Cardoso, Ricardo Negrini e Ubiratan Cazetta prestaram auxílio nos pedidos feitos pela Bélgica de busca e apreensão nos Estados do Paraná e do Pará, relacionados ao filipino. As informações vão subsidiar a investigação europeia, origem do pedido de extradição que tramita no STF.
A operação dessa semana começou a ser planejada há dois meses, em conjunto pela Secretaria de Cooperação Internacional do MPF e a Bélgica, a partir do estabelecimento de uma proposta de cronograma que atendesse as necessidades das autoridades de persecução penal desse país que acompanharam as diligências ocorridas no Brasil. O planejamento incluiu uma reunião em Curitiba com o procurador da República Adriano Fernandes e o delegado da Polícia Federal Sergio Stinglin, responsáveis pela Operação Flashback.
“A cooperação direta, inclusive com a presença das autoridades belgas nas diligências realizadas no Brasil, foi fundamental para a investigação. Avançamos em uma semana o que pelos meios tradicionais levaria muitos meses", destacou o procurador Ricardo Negrini.

