MPF/RS atua na segunda fase da DarkNet no combate à pornografia infantil e juvenil
Com o apoio do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 22 de novembro, a segunda fase da Operação DarkNet. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, em 16 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas) e no Distrito Federal, para mais de 70 alvos cujos endereços acabaram sendo obtidos a partir da identificação dos IPs junto às operadoras de telefonia. Também serão cumpridos mandados de prisão preventiva, nos casos pertinentes.
Os suspeitos, identificados por meio de ferramenta criada pela PF do Rio Grande do Sul, são acusados de praticar crimes relacionados à pornografia de crianças e adolescentes na chamada internet profunda (Deep Web), mediante divulgação de fotos e vídeos. A procuradora da República Jaqueline Ana Buffon, do Núcleo de Apoio no Combate aos Crimes Cibernéticos do MPF/RS e que atuou na coordenação do caso pelo órgão em nível nacional, explica que essa segunda fase da operação compreende os usuários da Deep Web monitorados durante as investigações e identificados após a deflagração da primeira etapa. “Muitos usuários da Deep Web imaginam estar protegidos pelo anonimato. No entanto, a internet profunda não é um espaço cibernético inatingível ou sem lei”, acrescenta Jaqueline.
A procuradora da República reforça o alerta de que os pais devam manter a vigilância no acesso à internet e ficar atentos aos possíveis sinais de abusos sexuais por meio do comportamento da criança. Denúncias podem ser feitas pelo site http://cidadao.mpf.mp.br e também pelo #Disque100.
Saiba mais – Na primeira fase da operação, ocorrida em outubro de 2014, foram presas em flagrante 53 pessoas e cumpridos 96 mandados de busca e apreensão no Brasil, bem como enviadas para cada país as imagens ilícitas encontradas de usuários residentes no exterior. Os criminosos utilizavam a rede TOR, localizada na camada não indexável da internet (Deep Web), no intuito de navegar anonimamente na rede mundial de computadores.
Crimes cibernéticos – O Núcleo de Apoio no Combate aos Crimes Cibernéticos do MPF/RS – o terceiro grupo especializado no combate aos crimes cibernéticos criado pelo MPF no país – subsidia tecnicamente os procuradores da República no Rio Grande do Sul em investigações, processos judiciais e procedimentos relativos a crimes praticados por intermédio de rede de computadores, entre outras atribuições.

