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Procuradoria Regional Eleitoral do DF lança campanha para estimular participação feminina na política

Peças informativas serão publicadas a partir de hoje até 7 de abril, data limite para filiação partidária

Aborto, assédio, violência doméstica, representatividade feminina. Esses são apenas alguns dos temas em curso hoje no Congresso Nacional que impactam diretamente na vida da mulher. A Casa, no entanto, tem uma representação feminina de apenas 11,27% das vagas. Com a finalidade de abordar o tema e mudar essa realidade, a Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal (PRE/DF) lança, nesta terça-feira (27), a campanha Participação da Mulher na Política.

O objetivo é apresentar, por meio de dados, a disparidade dos números que envolvem a participação da mulher na política e a sua representatividade nos centros de decisões, com foco para o Distrito Federal. O período de divulgação vai até 7 de abril, prazo limite para filiação partidária com efeitos para candidatura já nas eleições gerais deste ano. A ideia é estimular que as mulheres procurem os partidos políticos com os quais se identificam e exponham suas ideias. Depois da filiação, elas poderão decidir sobre o registro de candidatura, que vai até 15 de agosto.

Serão publicadas matérias informativas para o público interno e externo, além de peças enviadas por e-mail marketing e postagens no perfil da Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) no Twitter. Será produzido, ainda, um vídeo institucional com lideranças femininas compartilhando suas experiências e destacando a importância de uma maior participação da mulher no cenário político.

Dados - O Brasil ocupa a 154ª posição num ranking de 174 países em relação à participação das mulheres no parlamento. O panorama sobre a participação política das mulheres no mundo foi lançado em 2017 pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar (UIP). Por meio dele, é possível ver que o Brasil está atrás de países como Jordânia e Iraque, nações conhecidas por negar à mulher direitos básicos nos espaços públicos.

Há dois elementos que deveriam favorecer a participação das mulheres na política: dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informam que 52,13% dos eleitores aptos a votar nas eleições municipais de 2016 eram mulheres e a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) obriga os partidos a destinarem pelo menos 30% das candidaturas nas eleições proporcionais a um dos gêneros. Mas por que a inclusão feminina ainda é tão baixa?

Segundo pesquisa de opinião realizada pelo DataSenado, em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher, o principal motivo alegado pelas próprias mulheres para não se candidatarem é a falta de apoio dos partidos políticos (com 41% das respostas). A falta de interesse por política aparece em segundo lugar (23%), e a dificuldade de concorrer com homens em terceiro (19%). A falta de apoio da família e as tarefas domésticas são pouco citadas, ficando apenas com 6 e 5% das respostas, respectivamente.

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