Superintendente do Ibama no Amapá é alvo de operação conjunta do MPF e PF
Em atuação conjunta, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram a Operação Falsum Virtual, que apura a ocorrência de ilícitos cometidos pelo superintendente do Ibama no Amapá. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do servidor e na sede do órgão, em Macapá, na manhã desta terça-feira (6).
As investigações conduzidas pelo MPF, em parceria com a PF, indicam que o superintendente inseria dados fictícios no sistema DOF (Documento de Origem Florestal) com o propósito de beneficiar empresa madeireira também investigada. O DOF, que contém informações sobre a procedência de produtos florestais, consiste em uma licença obrigatória para transporte e armazenamento de produtos de origem nativa.
No cargo de superintendente, o investigado atuava para "minar a cooperação" existente entre MPF e Ibama com o objetivo de impedir o andamento de investigações. A prática de outras condutas ilícitas também está sendo apurada.
A pedido do MPF, a Justiça Federal autorizou o afastamento do servidor do cargo de superintendente do Ibama, bem como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. Ele também está proibido de entrar na sede do órgão. As investigações seguem sob sigilo.
Denúncia - No fim do ano passado, o superintendente foi denunciado pelo MPF à Justiça Federal por peculato, associação criminosa e falsidade ideológica, em investigação que apurava o recebimento indevido de diárias. Em seguida, representantes da Câmara de Meio Ambiente do MPF no Amapá e na Procuradoria-Geral da República recomendaram ao Ministro do Meio Ambiente a exoneração do servidor por considerar sua conduta incompatível com a permanência no cargo.

