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MPF em Caraguatatuba investiga demora na realização de eletrocardiogramas em unidades públicas de saúde

Espera por exame no município pode chegar a 60 dias, o que excede o período recomendado por autoridades médicas

O Ministério Público Federal em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, instaurou um inquérito civil público para investigar a demora na realização de eletrocardiogramas na rede pública de saúde da cidade. Em algumas unidades, o período entre a solicitação de agendamento e a data do exame tem excedido o prazo aceitável para que a qualidade da assistência médica à população seja garantida.

De acordo com esclarecimentos da Secretaria Municipal de Saúde de Caraguatatuba, o exame cardiológico pode levar até 60 dias para ser feito na Unidade Básica de Saúde de Porto Novo e no Centro de Especialidades Médicas da região central. Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o prazo adequado para a realização do eletrocardiograma é de até 40 dias quando há suspeita de doença cardiovascular, ainda que não emergencial.

Acionada, a Prefeitura informou que a agenda para a realização dos exames já havia sido reorganizada e que outras medidas estariam em curso, como a adoção de orientações para melhorar o preenchimento dos pedidos médicos, com mais detalhes sobre a suspeita clínica. As autoridades municipais estabeleceram um prazo de 60 dias para que os efeitos pudessem ser percebidos.

A responsável pela investigação é a procuradora da República Maria Rezende Capucci.

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