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MPF/RJ visita o Parque Olímpico da Barra e pede informações ao Ministério dos Esportes sobre a gestão do legado

Procurador do GT Olimpíadas inspecionou todas as instalações assumidas pela União

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) solicitou ao Ministério dos Esportes informações sobre a transferência da gestão do Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Em 26 de dezembro de 2016, após o cancelamento da licitação para a realização de uma parceria público-privada para administração do legado, a Prefeitura do Rio de Janeiro repassou a gestão de quatro arenas para a União. Em ofício ao Ministério dos Esportes, o MPF pede informações sobre a licitação fracassada, a assunção do encargo pela União, as condições e a estrutura da equipe dedicada à gestão das arenas e o estudo de viabilidade econômica dos espaços.

Em visita ao Parque Olímpico, realizada na última sexta-feira, 10 de março, o procurador da República Leandro Mitidieri, coordenador do Grupo de Trabalho Olimpíadas, verificou o estado das quatro arenas sob responsabilidade da União. O coordenador da equipe de transição criada pelo Ministério dos Esportes, Paulo Marcio Mello, e o consultor jurídico da equipe, Tamoio Marcondes, informaram que já está em elaboração o calendário de eventos e uso dos espaços esportivos para 2017 e 2018, com competições de ciclismo e vôlei de praia agendadas para os próximos meses. Eles explicaram que a proposta é transformar a Arena 2 em centro de treinamento para algumas modalidades e manter a Arena 1 como espaço para competições e eventos. O Centro de Tênis já foi utilizado em evento teste para competição de vôlei de praia e o Velódromo deve alternar fases de treinamento e datas de competições. Projetos sociais também devem ser desenvolvidos nos espaços, a exemplo do Brincando no Esporte, projeto executado em parceria com a Universidade Federal Fluminense que oferece a crianças, durante o período de férias, atividades de esporte e lazer.

Os representantes do Ministério dos Esportes também informaram que a gestão, antes realizada por cerca de 300 pessoas, está hoje a cargo de uma equipe de apenas 30 pessoas, mas só cinco servidores em regime exclusivo. Há a expectativa de criação de um setor específico e com estrutura mais adequada para cuidar do legado olímpico.

“Estamos apurando a transferência da responsabilidade para a União. Desde quando o GT Olimpíadas obteve, por via judicial, a apresentação do Plano de Legado, anunciava-se que a iniciativa privada solucionaria a questão de gerir o Parque Olímpico. Alteradas algumas condições, relativas, por exemplo, à desmontagem de instalações, os interessados sumiram”, afirma o procurador da República Leandro Mitidieri.

Quatro arenas ficaram sob a responsabilidade da União: o Velódromo, o Centro Olímpico de Tênis e as Arenas Carioca 1 e 2. A Arena Carioca 3 continua sob gestão da prefeitura, já a Arena do Futuro e o Estádio Aquático serão desmontados, a primeira com a previsão de que o material se transforme em quatro escolas públicas municipais. “Economiza-se na parte de estrutura e equipe para gerir o Legado. Por outro lado, há ideias cujo custo deve ser analisado seriamente, como no caso da transformação das estruturas em escolas, que não pode ficar mais caro de que construir novas”, ressalta o procurador.

Veja aqui as fotos da visita.

 

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