PRR4 assina acordo e passa integrar rede colaborativa de direitos humanos, equidade e diversidade
Na tarde dessa terça-feira (10), a Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4) deu mais um passo ao seu ideal de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária, não apenas por sua atuação finalística, mas também com ações administrativas. Representando a unidade, a coordenadora da Comissão Pró-Equidade de Gênero e Raça, Carmem Elisa Hessel, assinou acordo de cooperação que colocou a Regional como uma das instituições integrantes da Rede Colaborativa de Direitos Humanos, Equidade de Gênero, Raça e Diversidade – o ato foi a última ação da PRR4 dentro da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em 2019.
Com o acordo, a Regional e outras três instituições do Ministério Público e três do Judiciário (veja abaixo) pretendem promover o intercâmbio de experiências e informações; realizar ações integradas e desenvolver soluções técnicas, visando ao aprimoramento dos processos de trabalho relativos à promoção de direitos humanos, equidade de gênero, raça e diversidades. A ideia é que sejam realizadas reuniões interinstitucionais e que membros e servidores das instituições participem de eventos e ações educativas sobre as temáticas relacionadas ao termo de cooperação. “A assinatura desse Termo de Cooperação em uma data tão simbólica quanto o Dia Internacional dos Direitos Humanos, estabelecendo uma rede colaborativa entre diversas instituições do sistema de justiça, representa um importante compromisso dessas instituições em assegurar a promoção da equidade de gênero, raça e diversidades em sua cultura organizacional, além de compartilhar experiências e realizar ações conjuntas nessas temáticas”, afirmou Carmem.
O público foi surpreendido pela participação do embaixador-mirim dos objetivos para o desenvolvimento sustentável da ONU, Yuri Santos (foto à esquerda), de 12 anos. O menino relatou situações de racismo enfrentadas em seu cotidiano e fez um “convite” à reflexão sobre as desigualdades raciais, de gênero, econômicas e regionais comuns à sociedade atual. “Precisamos prestar mais atenção no mundo ao nosso redor, na realidade do outro e naquilo que o outro necessita”, afirmou.
A solenidade foi realizada no salão nobre da presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, um dos órgãos signatários ao lado da PRR4, da Procuradoria da República do Rio Grande do Sul, da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, do Tribunal Regional Eleitoral-RS e da Justiça Federal-RS.
Outras ações - Além de iluminar sua sede na cor laranja, no dia 6 de dezembro, data da Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign), cerca de 40 homens da PRR4 e da Procuradoria da República do Rio Grande do Sul posaram para uma foto com seus laços em apoio à causa (foto à direita). O movimento remete a uma tragédia ocorrida em 1989, em Montreal, no Canadá, quando Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, mandou os homens se retirarem e assassinou a tiros 14 mulheres, suicidando-se logo depois. Em carta, declarou não suportar a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente masculino.
Também foi realizada, em 9 de dezembro, roda de conversa após exibição do documentário "O silêncio dos homens", produção que ouviu mais de 40 mil pessoas, entre homens e mulheres brasileiras, sobre modelos de masculinidade.

