Você está aqui: Página Inicial / Notícias do Portal do MPF / MPF recorre ao TRF2 para retomada da construção de hospital oncológico na Região Serrana (RJ)

MPF recorre ao TRF2 para retomada da construção de hospital oncológico na Região Serrana (RJ)

Agravo de instrumento busca provimento para continuidade de obra iniciada em 2015 e paralisada por falta de recursos
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF2) para retomada da construção do Hospital de Oncologia da Região Serrana (RJ) após a primeira instância indeferir o pedido de tutela provisória para a apresentação de um plano de conclusão da obra. No recurso (agravo de instrumento), o MPF requer que o estado do Rio de Janeiro e a União providenciem a conclusão do projeto, sob pena de multa diária. (Processo 5001972-69.2019.40.2.5105)

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal havia determinado a suspensão do processo por 60 dias, para que a União e o estado desenvolvessem e apresentassem o projeto básico do Hospital de Oncologia da Região Serrana. As obras do hospital foram interrompidas em 2017 com somente 12% do projeto original executado.

No documento, o procurador da República João Felipe Villa do Miu ressalta a morosidade para a conclusão da unidade hospitalar e a omissão da União quanto à apresentação de nova modalidade de auxílio financeiro ao Estado para a retomada das obras.

Déficit na cobertura para pacientes oncológicos – Em 2012, o Ministério da Saúde reconheceu o déficit na cobertura para pacientes oncológicos. Segundo parecer de mérito, ficou reconhecido que o SUS da Região Serrana possui uma carência de 149 leitos hospitalares, o que fazia da criação do hospital de suma importância para a população da região.

Atualmente, os pacientes que precisam de cuidados são transportados para o Rio de Janeiro em trajeto que não dura menos que 2h30min e dura o dia inteiro até o atendimento do último passageiro. Além de um custo estimado de R$ 720 mil aos cofres públicos pelo translado por ano, a experiência dramática de horas de espera e deslocamento por que passam os pacientes oncológicos serranos é diametralmente oposta à instrução do Inca, que, entre dezenas de cuidados paliativos, recomenda “Evitar lugares fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas” e “Procurar ter um bom sono e repouso”. Dados da Secretaria de Nova Friburgo indicam que por dia são transportados 120 pacientes.
login