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MPF reforça denúncia contra grupo ligado ao PCC que assaltou bancos em Aguaí (SP)

Criminosos usaram explosivos e armas de uso restrito para arrombar cofres da Caixa e do Banco do Brasil

O Ministério Público Federal ampliou a denúncia contra uma organização criminosa que, em março, realizou assaltos a bancos em Aguaí (SP). O grupo, ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizou explosivos, fuzis e metralhadoras para roubar dinheiro e equipamentos de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil no centro da cidade. Oito pessoas respondem pelos delitos.

O MPF já havia oferecido a denúncia contra sete envolvidos em abril. Desde então, as investigações revelaram mais detalhes da ação, o que motivou o aditamento das requisições. A Procuradoria incluiu Marcos Paulo Fernandes Adão, o “Lolo”, entre os denunciados e reforçou o pedido de condenação de todos por tentativa de latrocínio e disparo de arma de fogo em vias públicas.

Também são réus Eduardo Euzébio (“Boneco”), Leandro Lima Maia (“Beiço”), Jhonatan Rodrigues da Silva (“Jow Brow”), João Paulo Souza Nascimento (“JP”), Jeferson Alves Sampaio (“Jefinho”), Luis Fernando Eustáquio Dias (“Nando”) e Sérgio de Souza e Silva (“Da Bahia”). Outros dois participantes dos assaltos morreram e, por isso, não fazem parte do processo: Anderson Santos Cardoso (“Naruto”) e Felipe Macedo de Azevedo (“Miojo”).

Terror – Os crimes foram cometidos durante a madrugada de 17 de março. O primeiro assalto ocorreu na agência da Caixa, onde os denunciados explodiram o cofre e levaram quantia ainda não contabilizada, além de um computador. No Banco do Brasil, eles conseguiram roubar apenas dois televisores, pois, apesar dos estragos, os explosivos não foram suficientes para arrombar o local onde estava o dinheiro.

Durante a ação, parte dos criminosos tentou interceptar viaturas policiais que se dirigiam aos bancos e trocou tiros com agentes, um deles ferido por disparos de fuzil. A Polícia, que já monitorava a organização criminosa, encontrou o grupo em um esconderijo no bairro Engenheiro Mendes após os assaltos. Porém, à exceção de “Naruto”, que foi morto na abordagem, todos conseguiram fugir.

Ao longo da apuração, os investigadores identificaram uma divisão precisa de tarefas entre os criminosos. Enquanto alguns estavam incumbidos de planejar o esconderijo e a fuga, outros ficaram responsáveis por atividades operacionais, como transporte, segurança e retaguarda, manejo de armas e explosivos e a invasão às agências. Na véspera dos assaltos, vários deles se reuniram no Grajaú, em São Paulo, para tratar do ataque.

A organização criminosa atuava pelo menos desde outubro de 2016. Os réus já haviam participado de outros assaltos a caixas eletrônicos, também com uso de explosivos. Entre janeiro e fevereiro, eles atacaram agências bancárias de Araçariguama e estouraram terminais instalados dentro do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Padre Bento, em Guarulhos.

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