MPF quer manter prisão de investigados por tráfico de drogas no Aeroporto do Galeão
Operação Rush desarticulou organização criminosa que atuava no aeroporto
O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) pedindo a manutenção das prisões preventivas de cinco investigados na Operação Rush por tráfico internacional de entorpecentes e organização criminosa no aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. Além de tráfico, a operação desarticulou outros dois esquemas que também atuavam no Galeão: um de descaminho (entrada de produtos no país sem recolher tributos) e outro de furto de bebidas alcoólicas que deveriam ser servidas pelas companhias aéreas.
Os investigados, que tiveram a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, eram funcionários de uma empresa prestadora de serviços de logística nos embarques e desembarques, e tinham livre acesso à pista de pouso e aeronaves. As investigações apontam que eles eram responsáveis por alocar bagagens com cocaína nos voos internacionais. Cabia também a eles recrutar outros funcionários para atuar no esquema.
Em parecer contra os habeas corpus, o MPF na 2ª Região (RJ/ES) defende que as prisões devem ser mantidas em razão do potencial dano à sociedade causado pela conduta dos acusados e pela necessidade de cessar a atividade criminosa da organização. Para o MPF, medidas cautelares alternativas, como a prisão domiciliar proposta pela defesa, não atingiriam o mesmo objetivo.
“Os crimes investigados são graves e há fortes indícios de que os pacientes integrem, com papéis relevantes, a organização criminosa instituída para praticar atos no aeroporto. Não se trata de delito eventual, já que a associação criminosa é formada para praticar crimes diversos e se caracteriza pelo alto grau de organização e planejamento”, argumenta o procurador regional da República Blal Yassine Dalloul.

