You are here: Home / Notícias do Portal do MPF / MPF em Picos (PI) faz recomendação à Agespisa sobre captação de água em barragens

MPF em Picos (PI) faz recomendação à Agespisa sobre captação de água em barragens

Companhia deve promover atos necessários para a regularização administrativa da captação de recursos hídricos nas barragens de Barreiras e Piaus

A Procuradoria da República no Município de Picos (PRM/PI) recomendou, no último dia 3, à Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S/A), na pessoa de seu diretor-presidente, que promova no prazo máximo de 60 dias, todos os atos necessários para a regularização administrativa da captação de recursos hídricos nas barragens de Barreiras e Piaus e à ANA (Agência Nacional de Águas), na pessoa de seu diretor-presidente, que, esgotado o prazo, promova as medidas fiscalizatórias e de responsabilidades pertinentes.

De acordo com Recomendação nº 4/2017 do procurador da República Lucas Daniel Chaves de Freitas, que tem como base o Inquérito Civil nº 1.27.001.000052/2016-42, foram relatadas algumas irregularidades na Administração dos açudes piauienses de administração federal pelo DNOCS- Departamento Nacional de Obras contra as Secas como o de Barreiras (Fronteiras/PI), Bocaina (Bocaina/PI), Cajazeiras (Pio IX/PI) e Piaus (São Julião/PI).

O inquérito analisou três questões: captação irregular de águas; realização de levantamentos batimétricos nos açudes e obras de revitalização. Após o fornecimento de informações foi constatado que: I) Captação de Recursos Hídricos - registra-se no momento, entre grandes captadores, apenas a Agespisa, que atualmente retira água dos açudes Barreiras e Piaus, sem a respectiva outorga; II) Batimetrias - foram realizadas em todos os açudes, exceto o Piaus, por ser de recente construção (menos de 5 anos). Dos Resultados revela-se a preservação da capacidade de armazenamento, com efeitos reduzidos de assoreamento; III) Revitalização - há plano elaborado, aguardando descentralização de recursos, que por ora foi apenas parcialmente realizada.

O procurador da República Lucas Chaves ressalta que a recomendação não esgota a atuação do MPF sobre o tema, não excluindo futuras recomendações ou outras iniciativas em relação aos agentes citados ou outros, bem como em relação aos entes públicos com responsabilidade e competência no objeto.

A recomendação fixou o prazo de 30 dias para que a Agespisa e a ANA se manifestem quanto ao acatamento dos termos do documento e comprovem a tomada das medidas necessárias.

A medida faz parte de um conjunto de ações tomadas pela PRM, a fim de monitorar a situação hidrológica da região e garantir a boa gestão das águas federais no semiárido piauiense.

Confira a Recomendação nº 4/2017 na íntegra aqui.

login