MPF quer adoção de medidas para evitar aglomerações durante visita de Bolsonaro ao Ceará
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e às prefeituras de Fortaleza, Horizonte e Tianguá que adotem medidas para evitar a formação de aglomerações de pessoas durante a visita ao Ceará do presidente da República, Jair Bolsonaro, prevista para esta sexta-feira, 26 de fevereiro.
No estado, que vive momento crítico na pandemia da covid, com aumento no número de casos e de mortes e com a circulação de novas variantes do coronavírus, foram adotas medidas preventivas que proíbem a realização de quaisquer festas ou eventos comemorativos, em ambientes aberto ou fechados, públicos ou privados, seja de qual for a iniciativa.
A recomendação, assinada por cinco procuradores da República, é para que sejam suspensos quaisquer eventos que ensejem a aglomeração de pessoas. “Os números da pandemia em todo estado inspiram atenção redobrada, permanecendo o isolamento social como política pública mais eficiente e indispensável no combate à disseminação do vírus”, defende o MPF.
Para o MPF, há grande probabilidade de formação de aglomeração de pessoas nos locais onde se realizam eventos como inaugurações, assinaturas de termos de compromissos e ordens de serviços de obras, bem como discursos de autoridades pública. Bolsonaro viria ao Ceará acompanhado de comitiva do Ministério da Infraestrutura com o intuito de anunciar a retomada de obras rodoviárias nos três municípios para os quais foram expedidas as recomendações.
No último dia 17 de fevereiro, o governo do Ceará publicou decreto prorrogando o isolamento social e estabelecendo medidas preventivas direcionadas a evitar a disseminação da covid-19 no estado. Foi instituído "toque de recolher" nas cidades cearenses, ficando proibida, todos os dias, das 22h às 5h do dia seguinte, a circulação de pessoas em ruas e espaços públicos.

