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Reunião marca início da correição nas unidades do Ministério Público Federal em Pernambuco

Conselho Nacional do Ministério Público realiza correição no estado até a próxima sexta-feira (24)

Um Ministério Público mais próximo do cidadão e atento aos impactos positivos que deve causar na sociedade. Foi esse o direcionamento que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) propôs aos membros da Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5) e da Procuradoria da República em Pernambuco (PRPE), durante a reunião de abertura da correição nas unidades do Ministério Público Federal no estado. O encontro ocorreu, na tarde dessa segunda-feira (20), no auditório da PRR5, no Recife. Todos os ramos do Ministério Público da União (MPU) no estado, além do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), estão sendo correicionados pelo CNMP. Os trabalhos se encerram na próxima sexta-feira (24).

Durante a reunião, o corregedor nacional do CNMP, Orlando Rochadel Moreira, ressaltou que o objetivo principal da correição não é procurar erros e punir os responsáveis, mas melhorar a qualidade do serviço prestado pelo MP à sociedade. “Não podemos nos isolar. Precisamos manter as portas abertas para receber advogados, parlamentares e investigados”, destacou. A correição, realizada na capital e no interior do Estado, tem finalidade de verificar a estrutura e a atuação funcional dos órgãos do Ministério Público brasileiro quanto ao cumprimento do exercício pleno de sua função constitucional.

Humanização – Rochadel falou ainda sobre os cinco pilares que regem a sua gestão: “amor e não temor”, “evolução humana e humanização”, “qualidade (resolutividade)”, “unidade e indivisibilidade do MP” e “quem ama corrige”. “É preciso que tenhamos preocupação com o próximo. Às vezes, um servidor que trabalha conosco está com um problema muito sério, então, precisamos ter um olhar diferenciado, uma palavra de carinho. Assim, poderemos fazer a diferença no drama vivenciado por quem está ao nosso lado”, assinalou.

O corregedor nacional mencionou, também, que o mais importante não é o número de processos finalizados, mas se esses trabalhos vão modificar a vida das pessoas. Em relação ao não cumprimento de prazos nas atividades, Rochadel salientou a importância de justificar esses atrasos.

Sociedade como foco – O procurador-chefe da PRR5, Marcelo Alves, afirmou que a Unidade está suscetível a sugestões e disponível para prestar esclarecimentos que, porventura, sejam necessários. “Estamos abertos humildemente ao olhar da Corregedoria, que pode apontar algumas falhas. O nosso desejo é que sejamos orientados para trabalhar da melhor maneira em prol da sociedade”, comentou. A procuradora-chefe substituta, Isabel Guimarães da Camara Lima, compartilhou da mesma opinião. “Que consigamos, diante das dificuldades, dar o nosso melhor. Ao concluírem o trabalho, peço que nos mostrem o caminho, caso não estejamos na direção certa”, acrescentou.

Ao término dos trabalhos da correição, será produzido um relatório com determinações e recomendações do CNMP às unidades do MPU e do MPPE para eventual promoção de melhorias nas instituições. O documento será entregue aos membros para que façam as suas considerações e, só então, será submetido ao Plenário do CNMP.

Além do corregedor nacional do CNMP e dos membros da PRR5 e da PRPE, participaram da reunião os conselheiros do CNMP Sílvio de Amorim Júnior, Fábio Stica, Sebastião Caixeta, Lauro Nogueira, Leonardo da Silva, Erick do Nascimento e Luiz de Mello Filho; os integrantes da Comissão Correicional na PRR5 Aurélio Rios, Arion Rolim e Rafael Kurkowski; os membros da Comissão Correicional na PRPE Cristina Vianna, César Kluge e Fabiano Pelloso; e o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria Regional da República da 5.ª Região
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