Você está aqui: Página Inicial / Notícias do Portal do MPF / MPF articula celeridade na emissão de licenciamento ambiental de hidrelétricas em Minas Gerais

MPF articula celeridade na emissão de licenciamento ambiental de hidrelétricas em Minas Gerais

Em reunião no Ibama, Ministério Público Federal pediu agilidade para viabilizar o uso ambientalmente equilibrado do reservatório e de seu entorno

O Ministério Público Federal (MPF) cobra celeridade dos órgãos responsáveis pela emissão do licenciamento corretivo das Usinas Hidrelétricas de Furnas e Marechal Mascarenhas de Moraes, localizadas no sudoeste de Minas Gerais. O documento é essencial para viabilizar o uso ambientalmente equilibrado do reservatório e de seu entorno. O pedido e a articulação institucional para acelerar o processo foram discutidos em reunião realizada na quinta-feira (2) na sede do Ibama, em Brasília. O encontro foi solicitado pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR/MPF).

Por terem sido construídas em meados da década de 70, as usinas não têm licença ambiental – o que favorece a ocupação desordenada de suas margens. No decorrer dos anos, se proliferaram pela região loteamentos que não respeitam a faixa de 100 metros de distância dos reservatórios para imóveis situados nas áreas rurais, e de 30 metros naqueles localizados em áreas urbanas. Os reservatórios estendem-se por mais de dez municípios e têm mais de três mil quilômetros de extensão.

“O licenciamento ambiental corretivo é de suma importância para a região, porque a usina já existe há muito tempo e precisa compensar os danos ambientais causados”, alerta a procuradora da República Flávia Cristina Tavares Torres, que integra a força-tarefa Furnas no MPF. Ela relata, ainda, que a ocupação irregular dos arredores das usinas é um problema antigo da região e que precisa de uma resposta do poder público.

Celeridade – Neste cenário, a atuação do Ministério Público Federal tem o intuito de articular a celeridade na emissão do licenciamento ambiental – que vai delimitar os lotes que podem ser usados, a destinação desses terrenos e, principalmente, as áreas de preservação permanente (APP). Desde o ano 2002, o processo tramitava na Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), no âmbito da Superintendência Regional de Meio Ambiente do Sul de Minas (Supram). Recentemente, a Secretaria encaminhou o caso para o Ibama.

Durante a reunião, o Ibama informou que os dados apresentados pela Supram são suficientes para a edição do relatório de controle ambiental, e se comprometeu a acelerar a análise dos casos. No entendimento da 4ª Câmara, as ações do Ibama devem ser focadas na identificação dos passivos ambientais causados pela construção das hidrelétricas, nas compensações ambientais e na edição do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (Pacuera) – que busca estabelecer mecanismos para viabilizar o uso ambientalmente equilibrado do reservatório e de seu entorno.

Além de Flávia, participaram da reunião a procuradora da República Helen Ribeiro Abreu, também integrante da força-tarefa Furnas, o coordenador da 4CCR, subprocurador-geral da República Nívio de Freitas, e o secretário executivo do colegiado, procurador da República Daniel Azeredo. Também estiveram presentes representantes do Ibama, de Furnas, da Semad e do Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG).

login