You are here: Home / Notícias do Portal do MPF / MPF expede recomendação para garantir continuidade das obras da Cadeia Pública de Altos, no Piauí

MPF expede recomendação para garantir continuidade das obras da Cadeia Pública de Altos, no Piauí

Na recomendação, além da regularização dos pagamentos, MPF ressalta a necessidade de a Secretaria de Justiça realizar os repasses em dia, para que o andamento da obra não sofra descontinuidade

O Ministério Público Federal no Piauí (MPF/PI), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), expediu recomendação ao secretário de Justiça do Estado do Piauí, com ciência ao secretário de Fazenda e ao governador Estado, para que seja regularizado imediatamente os repasses, em atraso, à União, referentes à contrapartida de convênio firmado com o governo federal, por meio do Ministério da Justiça, para construção da Cadeia Pública de Altos, no Piauí.

A recomendação tem por objetivo evitar a paralisação da obra e prejuízos à sociedade, já que a regularidade dos repasses do governo estadual é condição necessária para que a União libere os recursos federais para a construção do estabelecimento prisional.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, além do atraso na liberação de contrapartida referente ao contrato de repasse firmado com o Estado do Piauí, a empresa responsável pela construção da cadeia ainda não recebeu os valores da sétima medição já realizada, fato que também inviabiliza o recebimento dos recursos da União pelo Estado.

Na recomendação, além da regularização dos pagamentos, o procurador regional dos Direitos do Cidadão Kelston Lages ressalta a necessidade de a Secretaria de Justiça realizar os repasses em dia, para que o andamento da obra não sofra descontinuidade.

Outra orientação da PRDC é que os gestores mantenham os recursos federais em conta específica, conforme dispõe a lei, e os utilize apenas no objeto do convênio – nesse caso, a construção da cadeia pública de Altos. Para Kelston Lages, a dificuldade financeira enfrentada pelo Estado do Piauí, conforme revela o Decreto Estadual nº 17.404 de 6 de outubro de 2017, não pode ser justificativa para o não cumprimento da legislação.

Novas ações - “Ressaltamos que os recursos federais devem permanecer em contas específicas, não os utilizando para cobrir despesas estaduais. O nosso alerta serve para evitar que o MPF ingresse com novas ações na Justiça, como já ocorreu contra ex-gestores públicos que descumpriram a lei”, destaca o procurador Kelston Lages.

A expectativa do procurador é que a Cadeia Pública de Altos, com previsão de 600 vagas, venha amenizar a situação caótica do sistema prisional do Piauí, em razão do déficit de 2 mil vagas, segundo relatórios da CPI do Sistema Carcerário, Conselho Seccional da OAB no Piauí e pelo Departamento Penitenciário Nacional.

O procurador estabeleceu prazo de dez dias para apresentação de resposta quanto ao cumprimento da recomendação.

 

(Contrato de Repasse nº 027510907/2009/Ministério da Justiça/Caixa)



login