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MPF inspeciona mudanças implementadas por militares nos abrigos para venezuelanos em Roraima

Os oito locais de Boa Vista visitados abrigam cerca de 3,4 mil imigrantes

O Ministério Público Federal em Roraima (MPF/RR), representado pela procuradora da República, Manoela Lopes Lamenha, visitou nesta semana os abrigos para venezuelanos que estão sob a administração do Exército Brasileiro.

O objetivo da ação foi averiguar as mudanças realizadas pelos militares e a atual situação de acolhimento dos migrantes. Ao todo foram inspecionados oito abrigos: o do Jardim Floresta, que mantém 620 pessoas, o abrigo temporário Latif Salomão, com 356, o do Hélio Campos (278), o do São Vicente (307), o do Nova Canaã (363), o abrigo para indígena (650), o do Tancredo Neves (319) e o de Santa Tereza, com 496. Além deles, um abrigo provisório mantido pela Igreja, com 400 pessoas, da Consolata também foi visitado.

"A intenção das visitas foi averiguar como os recursos repassados pela União têm sido aplicados. A impressão geral foi muito boa. A administração das forças armadas nos abrigos visitados está bastante organizada e qualificada. Acredito que se todos os órgãos trabalharem juntos, estaremos cada vez mais próximos de minimizar os problemas advindos do volume inesperado de imigrantes", destacou a procuradora Manoela, titular do ofício de defesa dos direitos indígenas, que atuava em substituição ao procurador Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC).

Para coordenar as ações na capital roraimense, o Exército descolou mais de 200 oficiais de outros estados do país, que instauraram em Roraima as operações Controle e Acolhida.

"Se a gente organiza os abrigos e tira as pessoas da condição de vulnerabilidade, a gente está aumentando a segurança da sociedade roraimense. Pois aquele que estava na rua passando fome e frio, no abrigo não mais pensará em cometer algum crime pela busca do alimento", ponderou o coronel Kanaan, Chefe do Estado Maior da Força Tarefa Logística Humanitária.

Na próxima terça-feira, dia 15 de maio, a equipe do MPF/RR vai visitar os abrigos e instalações para recepção de venezuelanos no município de Pacaraima.

Operação – No mês passado o MPF/RR já havia iniciado o trabalho de acompanhamento e fiscalização do trabalho do Exército nas operações de controle de migração a acolhida dos migrantes.

Para tanto fez algumas reuniões com lideranças militares, onde conheceu todo o planejamento para a reestruturação dos abrigos e para a administração partilhada com a organização não governamental (ONG) Fraternidade e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

"A parceria com o exército foi o diferencial. A agilidade para resolver e organizar as demandas é impressionante. É uma gestão compartilhada. Eles cuidam muito da segurança. E a gente da organização das pessoas", finaliza a irmã Clara, da ONG da Fraternidade.

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