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Raquel Dodge determina criação de Força-Tarefa para investigar tragédia em Brumadinho (MG)

Anúncio foi feito no fim da tarde deste sábado (26), após visita ao local. Integrantes serão indicados por procuradores naturais do caso

Após sobrevoar a área atingida pelo rompimento de barragens da mina do Feijão  e falar com familiares das vítimas da tragédia em Brumadinho (MG), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a criação de uma Força-Tarefa para apurar as causas e responsabilidades do acidente, ocorrido na tarde dessa sexta-feira (25) e deixou 11 mortos e centenas de desaparecidos. A formalização da FT será feita após os procuradores naturais do caso indicarem à PGR os nomes dos membros que a comporão. Caberá à Força-Tarefa conduzir as investigações mantendo a interlocução iniciada neste sábado com outros órgãos como Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União.

Raquel Dodge passou boa parte deste sábado na região, onde manteve contatos, fez várias reuniões com outras autoridades e familiares das vítimas. A PGR também falou por telefone como presidente do TJMG, Nelson Missias de Morais. Em todas as conversas ela lembrou a importância da atuação conjunta que, no caso do Ministério Público, inclui o MPF, o MP do Trabalho e o MP estadual. Ainda sugeriu a inclusão de representantes de familiares das vítimas no comitê criado pelo governo federal e ofereceu o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público (Sinalid) para auxiliar na identificação dos desaparecidos a partir do cruzamento de dados que devem ser coletados nos próximos dias.

Em entrevista coletiva em Brumadinho, a PGR defendeu alteração nos protocolos científicos que atestam a segurança das barragens onde são depositados os rejeitos da mineração. “É preciso aprimorar esses protocolos científicos porque eles têm falhado. Minas Gerais tem quase 700 barragens que estão classificadas em razão do risco de rompimento e é preciso garantir que esse risco seja realmente baixo e que essas informações sejam confiáveis”, afirmou Raquel Dodge.

Antes de deixar o município, visitou a Estação do Conhecimento, onde os familiares dos desaparecidos estão concentrados em busca de informações. Raquel Dodge conversou com três familiares de vítimas, se solidarizou e disse que o Ministério Público trabalha para agilizar as providências, sejam elas de buscas dos desaparecidos ou de identificação dos que morreram.

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