Você está aqui: Página Inicial / Notícias do Portal do MPF / PFDC defende manutenção de políticas públicas para refugiados venezuelanos no Brasil

PFDC defende manutenção de políticas públicas para refugiados venezuelanos no Brasil

Em reunião com autoridades latinoamericanas, Carlos Alberto Vilhena afirmou ainda a necessidade de promoção de uma educação em direitos humanos

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, participou nesta quarta-feira (28) da XI Reunião da Rede Latinoamericana para a prevenção do genocídio e atrocidades massivas. Na ocasião, ele defendeu a promoção e a defesa dos direitos humanos de migrantes e refugiados venezuelanos, em especial a manutenção da Operação Acolhida – coordenada pelo Exército brasileiro e que conta com o apoio da Organização das Nações Unidades (ONU) e de entidades da sociedade civil. Também acompanhou a reunião o procurador da República, Júlio José Araujo Junior, que coordena o grupo de trabalho Reforma Agrária e Conflitos Fundiários, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – órgão do Ministério Público Federal (MPF).

Vilhena alertou sobre a previsão de redução de 75% no orçamento da operação previsto para 2021. Apresentou registros da visita que realizou recentemente a ocupações espontâneas e abrigos onde estão venezuelanos indígenas e não indígenas e indígenas, nas cidades de Boa Vista é Pacaraima, no estado de Roraima. O PFDC também defendeu a “articulação de todos os órgãos envolvidos no trabalho de acolhimento, com o objetivo de incrementar as ações em curso e pensar em novas frentes de atuação”.

Um dos pontos destacados também foi a necessidade de promoção de uma educação em direitos humanos que atinja toda a sociedade brasileira. “Precisamos urgentemente promover, de maneira firme e abrangente, uma educação em direitos humanos capaz de intensificar o debate, disseminar o conhecimento e estimular o respeito à dignidade da pessoa e aos seus direitos”, ressaltou.

A Rede – A Rede Latino-Americana para a Prevenção do Genocídio e Atrocidades Massivas (a Rede) é um organismo regional de cooperação com foco na prevenção do genocídio e atrocidades em massa. A iniciativa teve início com uma discussão entre os participantes, em programas anteriores do Instituto Auschwitz para a Paz e a Reconciliação (AIPR), da Argentina, Brasil, Chile e Panamá.

Entre os objetivos da reunião deste ano, estão a análise dos desafios atuais decorrentes da pandemia da Covid-19 e a implementação de políticas públicas com enfoque na prevenção. Participaram da reunião autoridades da Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Venezuela, bem como representantes de instituições sociais.

login