MPF pede que Justiça destine R$ 1,2 mi de acordos de não persecução para combate à covid-19 em Campinas (SP)
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou que a Justiça Federal de Campinas (SP) destine R$ 1,2 milhão para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo de custear ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus. Os recursos são oriundos de acordos de não persecução penal firmados com três investigados da operação Sangue Impuro, que apurou a importação subfaturada de cavalos de competição de alto valor, internalizados pelo Aeroporto Internacional de Viracopos.
Segundo Fausto Kozo Matsumoto Kosaka, procurador da República responsável pela operação e pelos acordos, a situação de emergência causada pela pandemia justifica a aplicação dos recursos em ações concretas e urgentes direcionadas à preservação da saúde e da vida da população.
O Hospital das Clínicas da Unicamp é a única unidade pública de alta complexidade da região de Campinas e uma das poucas que são referência no estado para o tratamento gratuito de pacientes com covid-19. A Unicamp também mantem o Hospital da Mulher Professor Doutor José Aristodemo Pinotti (Caism), referência em atendimento a mulheres infectadas pelo coronavírus e que também sejam gestantes de alto risco, ou portadoras de câncer de mama ou ginecológico. Além disso, a universidade desenvolve atualmente diversos projetos de pesquisas de ponta relacionados à problemática da pandemia, como testes de diagnóstico e equipamentos de proteção individual.
Em abril deste ano, a Justiça Federal já havia destinado, a pedido do MPF, R$ 1,1 milhão resultante de acordos das operações Hipócrates e Sangue Impuro para ações de combate à pandemia na Unicamp.
Sangue Impuro - Deflagrada em 2015, a apuração identificou que o valor declarado dos equinos era bem inferior ao verdadeiro, a fim de reduzir os tributos aduaneiros. Segundo estimativas da Receita Federal, o prejuízo causado pelas fraudes entre 2011 e 2015 pode ter chegado a R$ 160 milhões.

