Igualdade de gênero – Investigação de candidaturas femininas fictícias
A Procuradoria Regional Eleitoral no Estado de São Paulo (PRE-SP) expediu recomendação aos Promotores Eleitorais do Estado (Recomendação PRE-SP/MPF nº 14/2016) para que investiguem possíveis casos de candidaturas femininas falsas, ou seja, aquelas candidaturas que foram apresentadas apenas para simular que os partidos e as coligações estivessem cumprindo a cota de gênero em suas chapas.
Os principais indícios de possíveis candidaturas falsas são a pronta renúncia, a ausência de movimentação financeira pelas campanhas - sem qualquer arrecadação de recursos ou realização de despesas - e votação zero no pleito, situações que muito provavelmente indicam que as candidatas não fizeram campanha, sendo arregimentadas pelos partidos apenas para dar a aparência de que cumpriam a cota de gênero.
No Estado de São Paulo, e de acordo com dados disponibilizados pela Justiça Eleitoral, 2.355 candidatas não receberam voto algum nas eleições deste ano. Desse total, 1.237 estão em situação de suplência, o que quer dizer que, eventualmente, podem assumir como vereadoras em seus municípios, mesmo sem receber qualquer voto.

