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MP Eleitoral representa contra deputado estadual por conduta vedada nas eleições de 2018

Parlamentar utilizou servidores públicos na campanha eleitoral. Ilegalidade foi revelada após acidente de trânsito em que um deles morreu

O Ministério Público Eleitoral no Amapá representou contra o deputado estadual Ericláudio (PDT) por conduta vedada. O parlamentar, que não se reelegeu, utilizou dois servidores ocupantes de cargos comissionados em sua campanha, durante o pleito de 2018. Horácio Maurien Ferreira Magalhães, defensor público geral do Estado do Amapá, também é acusado da prática. A representação foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral na terça-feira (4).

Segundo apurou o MP Eleitoral, em 3 de outubro, três pessoas saíram de Macapá para participar de campanha eleitoral em Calçoene, a cerca de 370 km da capital. No caminho, envolveram-se em acidente de trânsito. Uma das duas mulheres ocupantes do veículo morreu. Conforme a investigação, ela era servidora contratada da Defensoria Pública do Estado do Amapá (Defenap). O homem envolvido no acidente ocupava cargo em comissão no gabinete de Ericláudio na Assembleia Legislativa.

Na representação, o MP Eleitoral sustenta que Ericláudio e Horácio Maurien utilizaram-se de funcionários públicos em atos de campanha, durante o horário de expediente, para beneficiar o candidato – o que é vedado pela legislação. Consultadas pelo MP Eleitoral, a Assembleia Legislativa e a Defenap confirmaram que os dois servidores estavam de serviço no dia do acidente.

De acordo com a legislação, servidores e empregados públicos não podem ser utilizados para favorecer candidato, partido ou coligação, tampouco servir para propagar as propostas de campanha de qualquer candidatura. Pela prática de conduta vedada, Ericláudio e Horário Maurien estão sujeitos ao pagamento de multa. O deputado pode ter o diploma cassado.

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