Deputado estadual Gilmar Sossella é condenado pela prática de crimes na eleição de 2014 no RS
Em processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF), o deputado estadual Gilmar Sossella (PDT), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foi condenado pela prática dos crimes de concussão e propaganda irregular no dia da eleição em 2014. O assessor do parlamentar, ex-superintendente da Assembleia, Artur Alexandre Souto também foi considerado culpado por concussão.
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS) ocorreu no dia 13 de outubro, mas o acórdão só foi publicado no dia 27.
O caso - O julgamento é referente a atos praticados na campanha de reeleição do deputado em 2014. Por meio do abuso de suas funções públicas, a dupla articulou esquema de exigência de compra de convites para jantar que arrecadaria fundos para a campanha. Sob ameaças implícitas e explícitas de represália e perda de função gratificada, 19 servidores da Assembleia Legislativa adquiriram 23 convites a R$ 2,5 mil cada – o valor levantado chegou a R$ 57,5 mil. Os atos configuram crime de concussão.
Pelo episódio, Sossella teve o mandato cassado pelo TRE/RS em fevereiro de 2015, ocasião em que ele e Souto foram considerados inelegíveis por oito anos (a partir da eleição de 2014). Porém, por meio de liminar obtida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado seguiu exercendo suas funções. Em abril deste ano, o TSE reverteu a cassação do mandato.
Na última terça, Sossella ainda foi considerado culpado por propaganda irregular no dia da eleição. O MPF apurou que o deputado estadual enviou 4.989 torpedos de celular funcional, que possuía devido ao cargo, em 5 de outubro de 2014. Na mensagem, pedia apoio e voto no pleito.
Da recente decisão, cabem recursos ao próprio TRE e também ao TSE.
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Gilmar Sossela Artur Alexandre Souto Obs.: O TRE decidiu pela inaplicabilidade tanto da execução provisória da pena como da perda da função pública prevista no art. 92 do Código Penal. |

