MPF e MP unem esforços para evitar possível surto de dengue no Acre
A preocupação com um possível surto de dengue em municípios do Acre levou autoridades do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) a unirem esforços para tratar a questão. A procuradora regional dos Direitos do Cidadão do MPF (PRDC), Luciana Cardoso Bogo, e procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre, Gilcely Evangelista, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, reuniram-se nesta sexta-feira (17) para buscar soluções conjuntas afim de se evitar o aumento do número de casos de dengue. As cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Rodrigues Alves e Assis Brasil apresentam elevado número de notificações da doença neste início de ano.
A procuradora regional dos Direitos do Cidadão do MPF, Luciana Cardoso, explica que a falta do inseticida distribuído pelo Ministério da Saúde tem agravado a situação. “Por essa razão, é imprescindível que o estado e os municípios intensifiquem as ações educativas e preventivas para controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença”, disse a procuradora.
Gilcely Evangelista relata que teve acesso a dados atuais sobre a doença e que a situação é preocupante, sobretudo, em alguns municípios. Ela alerta que medidas urgentes precisam ser tomadas para evitar que a conjuntura atual se agrave. “Vamos nos reunir nos próximos dias com o secretário de Saúde do Estado e também com o de Rio Branco para tratarmos da questão, precisamos saber detalhadamente as medidas que estão sendo adotadas para evitar que essa situação se agrave. A partir daí, vamos informar os promotores de Justiça dos municípios para que possam atuar conjuntamente e fiscalizar a execução desse trabalho. Precisamos garantir os direitos das pessoas e resguardar vidas”, disse a procuradora de Justiça.
Casos - Mais de 16 mil casos de dengue foram notificados em 2019. Desses, cerca de 8 mil foram confirmados e 2 mil ainda estão em investigação. Quatro óbitos foram registrados, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. Os municípios considerados mais preocupantes atualmente pelas autoridades de saúde e que correm o risco de entrarem em condição de surto são: Rio Branco, que registrou 4.488 notificações em 2019, Cruzeiro do Sul, que teve 6.492, Tarauacá com 1.740, Rodrigues Alves com 828 e Assis Brasil com 244 casos.
É considerado surto quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades.
No caso dos municípios que correm risco de entrar em condição de surto, a Vigilância Epidemiológica considera fatores como o aumento de casos notificados superior ao registrado no ano anterior e o brusco aumento da demanda nas unidades de saúde, por exemplo.
Com informações do Ministério Público do Acre

