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Operação busca provas de contratação de funcionários fantasmas pelo governo de Tocantins

PGR e PF investigam utilização de dinheiro público para pagar cabos eleitorais nas eleições suplementar e geral de 2018

Recolher provas da existência e do alcance de um esquema criminoso que desviou recursos públicos por meio da contratação de funcionários fantasmas pelo Executivo estadual e por parlamentar estadual. Este é o principal propósito da Operação Assombro, deflagrada nesta terça-feira (17), em Tocantins. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos principais investigados. As ordens partiram do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Como nesta fase as investigações correm sob sigilo legal, os nomes dos alvos da medidas cautelares não serão divulgados.

Investigações preliminares revelaram indícios de que pessoas foram contratadas pelo Poder Público mas, em vez de prestar serviços ao estado, atuaram como cabos eleitorais durante o processo das eleições suplementar e geral de 2018 no Tocantins. Além dessa irregularidade, há suspeita de que parte do dinheiro público destinado ao pagamento dos salários dos funcionários tenha sido desviada pelos integrantes. Essa informação foi revelada por contratados, que afirmaram não ter recebido os vencimentos em alguns meses, embora constasse o pagamento no Portal da Transparência.

A Operação Assombro, cujo nome é uma referência à existência de funcionários fantasmas, ocorreu em três cidades: Araguaína, Dueré e na capital Palmas, e teve a participação de 80 policiais federais.

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