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GT Olimpíadas pede investigação sobre repasse de R$11 milhões pelo ex-ministro do Esporte para pasta que assumiu no DF

O projeto que levou ao repasse do dinheiro feito por Leandro Cruz Fróes foi rejeitado pela Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO)
O Grupo de Trabalho (GT) Olimpíadas 2016, do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, solicitou investigação à Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) para apurar o repasse de R$ 11 milhões feitos pelo ex-ministério do Esporte Leandro Cruz Fróes para a Secretaria de Esporte do Distrito Federal, pasta que assumiu após deixar o Governo Federal.

Do dia 28 até 31 de dezembro de 2018, o ex-ministro destinou a quantia para a Secretaria do Esporte do Distrito Federal. E logo após deixar o governo de Michel Temer, assumiu a pasta na capital federal. Esse repasse foi feito por meio de um projeto para o Distrito Federal, que foi rejeitado pela Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), após manifestação contrária da AGU.

“A representação tem como objetivo a apuração de como o projeto foi aprovado, mesmo com as irregularidades apontadas pela procuradoria da AGLO, e em favor da pasta a ser assumida por quem liberou os recursos", afirmou Leandro Mitidieri, coordenador do GT Olimpíadas.

Sobre o GT – O Grupo de Trabalho Olimpíadas da Procuradoria da República no Rio de Janeiro tem como escopo fundamental o controle da devida utilização dos recursos públicos federais. Dentre as grandes responsabilidades assumidas pelos governos federal, estadual e municipal, existe a de ampla transparência das ações para a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, com a finalidade de permitir seu pleno acompanhamento pela sociedade.

Em 2015, o MPF já havia recomendado ao Comitê Organizador que apresentasse ampla publicidade aos detalhes sobre a movimentação de recursos. O GT das Olimpíadas 2016 desde então tem feito inúmeras ações a fim de preservar os interesses da população com a AGLO e o uso correto dos recursos utilizados para o legado olímpico.

No ano de 2017, o MPF pediu esclarecimentos sobre um déficit de R$132 milhões dos Jogos Olímpicos e também pediu multa ao ministro dos Esportes, governador e ex-prefeito do Rio pela não apresentação do plano de legado antes das Olimpíadas. O GT expediu ofícios para cobrar respostas quanto ao cumprimento e alterações do Plano de Legado e do Plano de Uso do Legado (PUL), questionando a administração, e também, apontando falhas e pedindo a suspensão da desestatização e terceirização do Legado Olímpico.
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