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Ato contra PEC que fragiliza Ministério Público reúne procuradores, promotores e servidores em Palmas

A proposta em discussão no Parlamento pretende ampliar de dois para quatro a quantidade de assentos indicados pelo Congresso para o Conselho Nacional do Ministério Público

Procuradores e promotores de Justiça, procuradores da República, servidores do Ministério Público e sociedade participaram nessa quarta-feira, 13, de um ato contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2021.

A manifestação, realizada em frente à sede do Ministério Público do Estado do Tocantins, em Palmas, foi organizada pela Procuradoria-Geral de Justiça, Associação Tocantinense do Ministério Público (ATMP) e Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

A PEC 5/2021, que está em tramitação neste momento na Câmara dos Deputados, amplia os poderes do Congresso em relação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Atualmente, o conselho, responsável por realizar a fiscalização administrativa, financeira e disciplinar dos integrantes do Ministério Público, é composto por 14 membros. A proposta em discussão no Parlamento aumenta o colegiado para 15 integrantes e amplia de dois para quatro a quantidade de assentos indicados pelo Congresso para o órgão.

Além disso, também determina que o corregedor do CNMP, um dos cargos mais importantes do conselho, deve ser membro da carreira, mas será escolhido pelo Legislativo.

O procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado do Tocantins, George Neves Lodder, afirmou que membros do Ministério Público não podem ser censurados pelas funções que exercem.

O Ministério Público cumpre com suas obrigações e obtém muitas conquistas em favor da nossa sociedade. Não trabalhamos por interesse próprio, mas defendendo os interesses do país. E não podemos ser punidos por isso. A PEC quer restringir o trabalho do Ministério Público. Que nossa luta não termine aqui. Vamos continuar pressionando os parlamentares para que o Congresso não tente reduzir os meios de combate à corrupção”, falou George.

O procurador-geral de Justiça do Estado do Tocantins, Luciano Casaroti, diz que a PEC representa um retrocesso e não afeta apenas o Ministério Público, mas também toda a sociedade brasileira.

A PEC é uma tentativa de interferir em nossa independência. Os deputados foram eleitos democraticamente pelo povo, portanto, eles não podem fragilizar a democracia. Se essa PEC passar, será um grande malefício para a sociedade. Ela deve ser rejeitada em sua totalidade”, disse Casaroti.

A PEC 5, se aprovada, vai representar uma ofensa a um dos mais importantes pilares do Ministério Público, que é o princípio da independência funcional, rompendo, assim, com o que foi pensado pelo legislador constituinte de 1988. Enfraquece o Ministério Público, defensor da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais, de modo que quem perde é a sociedade”, afirmou Pedro Evandro de Vicente Rufato, presidente da ATMP.

Assim como no Tocantins, atos também foram realizados em outros estados.

 

Informações: Ascom MPTO

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