Você está aqui: Página Inicial / Notícias do Portal do MPF / MPF e consulado dos EUA organizam workshop sobre crimes cibernéticos

MPF e consulado dos EUA organizam workshop sobre crimes cibernéticos

Programação inclui palestra de procuradora que coordena grupo especializado

Membros do Ministério Público Federal (MPF) e do corpo diplomático dos Estados Unidos estão à frente do workshop que, de hoje até esta sexta-feira (5/4), aborda o uso de evidências eletrônicas e a investigação de crimes cibernéticos, num hotel no Rio de Janeiro. Realizado pelo grupo da Câmara Criminal do MPF especializado na área, pela Secretaria de Cooperação Internacional (SCI/MPF) e pelo consulado americano em São Paulo, o evento é voltado a procuradores, promotores, e policiais federais e civis, tendo ainda a participação de autoridades americanas atuantes na área.

A procuradora regional da República Neide Cardoso será uma das palestrantes, em painel sobre a estrutura do MPF na prevenção e combate aos crimes cibernéticos, a legislação penal, a investigação de crimes cibernéticos e técnicas de investigação. Na abertura do workshop, Neide Cardoso fez um breve histórico da atuação do MPF na matéria e destacou que o órgão foi pioneiro em criar os primeiros grupos de trabalho nesse tema (em 2003 e 2006, em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente). "Firmamos parcerias, como essa com o consulado americano em São Paulo, para cursos e treinamentos com outras instituições para troca de experiências e aprendizado", ressaltou Neide Cardoso.

Também na abertura, a procuradora regional no Departamento de Justiça dos EUA Mysti Degani disse que conexões com outros profissionais são muito importantes para o aperfeiçoamento das atividades persecutórias. “Espero que as informações que trocarmos sobre coleta de evidências eletrônicas também sejam muito úteis a vocês. Elas são úteis na elucidação de qualquer tipo de crime, e não exclusivamente os cibernéticos”, explicou a procuradora.

O procurador-geral de justiça substituto do Rio de Janeiro, Ricardo Martins, afirmou que os crimes e suas estruturas vão se modificado no tempo, e cabe aos investigadores se atualizarem. “Temos que evoluir juntos. É importante termos aqui agentes que atuam na persecução para compartilhar experiências”, disse Martins.

login