Inclusão escolar para migrantes e refugiados foi tema de encontro na Capital
Com o objetivo principal de sensibilizar os sistemas de ensino para a inclusão escolar de migrantes e refugiados, além de oferecer informações relevantes sobre o fenômeno migratório na contemporaneidade, foi realizado, em Porto Alegre, o encontro sobre Inclusão Escolar para Migrantes e Refugiados. O debate promovido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (1º), e que contou com a participação do Ministério Público Federal (MPF), também oportunizou o compartilhamento de experiências, vivências e de trabalho.
O procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Fabiano de Moraes representou o MPF no painel que teve a temática “Trajetórias, expectativas e boas práticas dos migrantes em torno da política de Educação”. Os palestrantes foram o angolano Januário Gonçalves, presidente Associação dos Angolanos do RS; a venezuelana Blanca de Hernandez; a promotora Comunitária do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados de Porto Alegre (SJMR/POA); e o venezuelano Hector Lopes, secretário para Migrações da Cruz Vermelha do RS. Os debates abordaram ainda o “Fenômeno da mobilidade humana e suas repercussões no Estado” e a “Inserção dos estudantes migrantes e refugiados na Política de Educação”.
“A inclusão das crianças e adolescentes em situação de migração na educação ainda é algo com pouca visibilidade e sem a devida formação para os educadores, mas de fundamental importância para o acolhimento dos migrantes e traz benefícios e oportunidades a toda comunidade escolar para que novas culturas sejam vivenciadas e conhecidas”, enfatizou Fabiano de Moraes.
Em sua fala na abertura do encontro, a promotora de Justiça Luciana Cano Casarotto, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões (Caoijefam), destacou que a importância de abraçar a causa. “É um tema difícil de tratar, mas que precisamos dar visibilidade. O momento é muito importante para avançarmos na inclusão de todas as crianças e adolescentes refugiadas ou migrantes na escola". Já a secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, ressaltou a importância da reunião, na medida em que há a presença de alunos de 56 países diferentes nas escolas estaduais.
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(Com informações do MPRS)

