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MPF recebe cerca de 160 educadores para discutir educação digital nas escolas em Alagoas

Evento, ocorrido na sede da OAB/AL, integra o projeto "Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas", realizado pelo MPF em parceria com a Safernet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil

Nesta terça-feira (14), o Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas recebeu uma oficina para capacitar educadores sobre o uso seguro da internet, especialmente por crianças e jovens. Aproximadamente 160 profissionais estiveram na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Maceió no evento “Segurança, ética e cidadania na internet: educando para boas escolhas online”, que abordou temas como ciberbullying, sexting, aliciamento e crimes de ódio.

A atividade integra o projeto “Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas”, que tem como objetivo formar agentes multiplicadores de conscientização digital em instituições de ensino. Ele é desenvolvido pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF em parceria com a ONG SaferNet e com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Alagoas faz parte da segunda etapa do projeto, que já passou por diversos estados da federação.

Compuseram a mesa de abertura do evento a procuradora regional dos Direitos do Cidadão em Alagoas, Niedja Kaspary; a presidente da OAB/AL, Fernanda Marinela; o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Marcelo Beltrão; e o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de educação da SaferNet e instrutor da oficina.

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Mesa de abertura do evento, que aconteceu no dia 14/11/2017, na sede da OAB/AL


Na abertura, a procuradora da República Niedja Kaspary ressaltou a importância de orientar crianças e adolescentes sobre o uso ético da Internet. “É necessário educar - com orientação, diálogo e conscientização – para que eles não se tornem vítimas de crimes cibernéticos, mas também para que, futuramente, estas crianças e adolescentes não se tornem os aliciadores”, concluiu abordando a questão da pedofilia.

De acordo com Rodrigo Nejm é necessário desmistificar. Abordar o uso seguro da internet não é atribuição exclusiva de professores de informática ou de quem domina a área de tecnologia. “Pesquisas mostram que as crianças convivem cada vez mais cedo com a internet, durante muitas horas diárias, mas elas não dominam as habilidades necessárias para o uso seguro e responsável. Profissionais das diversas áreas devem se familiarizar com o tema para aplicá-lo da melhor forma nas suas instituições”, argumentou.

Durante todo o dia, profissionais das redes estadual e municipal receberam dicas e sugestões de como abordar o tema em seus conteúdos programáticos dentro de sala de aula. Eles receberam subsídios para o desenvolvimento de atividades pedagógicas acerca dos desafios para o uso seguro e cidadão da internet. Foi abordado ainda dados técnicos sobre privacidade e segurança, canais de denúncia e uso excessivo da rede.

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Educadores participam do evento "Segurança, ética e cidadania na internet: educando para boas escolhas online"


Além disso, foram disponibilizadas aos participantes do evento a cartilha “Diálogo Virtual 2.0: preocupado com o que acontece na Internet? Quer conversar?” – produzida pela SaferNet em cooperação com o MPF e cuja versão digital está disponível no site da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

Clique aqui para ter acesso à cartilha digital.

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