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Curso discute atuação do MPF em casos de violência obstétrica

Procuradora aponta saídas jurídicas para enfrentamento de casos que são comuns, mas têm pouca visibilidade

O momento mais lindo, delicado e encantador na vida de uma mulher, o nascimento de seu filho, pode ser também o mais traumático e humilhante. Conforme pesquisa, uma em cada quatro mulheres no Brasil é vítima de violência obstétrica. São casos de tratamento humilhante, agressões verbais, realização de intervenções e procedimentos médicos contra o desejo da parturiente, entre outros.

Para discutir o assunto, na próxima segunda-feira, 28, a área de capacitação e treinamento da Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) da Procuradoria da República em Santa Catarina (PR/SC) promoverá o curso "Violência Obstétrica", ministrado pela procuradora da República Ana Carolina Previtalli, do MPF em São Paulo, que atua na temática. "O conteúdo que trago é bastante jurídico, visando justamente o treinamento de pessoas da área", explicou.

O curso, das 14 às 17 horas, foi indicado pelo Comitê de Equidade de Gênero e Raça do MPF catarinense. Interessados podem solicitar inscrição pelo email . O público interno do MPF/SC pode se inscrever pelo Sistema Hórus.

Casos de violência - Durante o curso, a procuradora Ana Carolina apresentará diversos casos de violência obstétrica e mostrará como o MPF em São Paulo vem atuando. Segundo ela, entre os casos de violência mais comuns estão relatos de mulheres submetidas a "manobra Kristeller" (quando alguém pressiona a barriga da mãe para "facilitar" a descida do bebê), cortes na região da vagina para facilitar a saída do bebê (episiotomia), infusão intravenosa para acelerar trabalho de parto (ocitocina sintética), desrespeito à lei do acompanhante, cesarianas sem necessidade ou contra o desejo da parturiente, entre outros procedimento inadequados.

Autora de recomendações, inquéritos civis públicos e uma contundente atuação, a procuradora da República é uma das entrevistadas do longa-metragem "O Renascimento do Parto 2", dirigido por Eduardo Chauvet, documentário que está em cartaz em circuito nacional de cinemas, que aborda a violência obstétrica.

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