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Operação Torrentes: deflagrada segunda fase

Investigações foram realizadas em conjunto pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal

Atendendo a requerimento do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco e a representação da Polícia Federal (PF), a Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos empresários Ricardo José Padilha Carício, Ítalo Henrique Silva Jaques, Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha, do lobista Daniel Pereira da Costa Lucas, do Comandante do Corpo dos Bombeiros Militar do Estado do Maranhão (CBMMA), João Vanderley da Costa, além do assessor jurídico Manoel Henrique de Lima e do tenente Augusto Cutrim.

Investigações realizadas em conjunto pelo MPF, PF, Controladoria-Geral da União e Receita Federal evidenciaram que os empresários prometeram e efetivamente pagaram vantagem indevida ao comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Maranhão e aos demais oficiais citados, como forma de determiná-los a adotarem as providências necessárias para que o CBMMA firmasse dois contratos, para fornecimento de filtros e cestas básicas, com a empresa FJW da Cunha Filho Alimentos, administrada pelos empresários, e, em seguida, desviassem mais de R$ 5 milhões em favor dessa pessoa jurídica, mediante pagamentos superfaturados por bens que não foram entregues em sua totalidade.

Também foi determinada a busca e apreensão na residência dos envolvidos e na sede do CBMMA. Atendendo ao requerimento do MPF, o juízo da 13ª Vara Federal também decretou o sequestro dos bens dos envolvidos até o limite do dano causado, estimado em pouco mais de R$ 8 milhões.

Os mandados estão sendo cumpridos por policiais federais e auditores da CGU. Caso condenados, os investigados estarão sujeitos a penas de seis a 27 anos de prisão, pagamento de multa e perda dos cargos públicos.

Processo: 0801297-32.2018.4.05.8300 – 13ª Vara Federal em Pernambuco

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